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A Microsoft está oficialmente anunciando a disponibilidade global do Windows Server 2012, nova plataforma da companhia para atacar oportunidades de mercado em data centers e nuvens públicas e privadas. A promessa da fabricante é que a nova versão da solução consiga entregar uma experiência unificada aos clientes – isso olhando para a gestão e disponibilidade, da ponta do consumo, com tablets, notebooks e smartphones, até aos responsáveis por redes e infraestrutura.
Combinando as novas funcionalidades do Windows Server 2012 ( entre elas armazenamento avançado, rede avançada, virtualização e automação) com o Windows Azure e System Center, a Microsoft promete que os clientes poderão gerenciar e fornecer aplicações e serviços em nuvens privadas, hospedadas e públicas, “dando um salto quantitativo e qualitativo em itens como velocidade, escalabilidade e poder de processamento de seus data centers e aplicações.”
“Vivemos uma nova era dos sistemas operacionais, que chamamos de Cloud OS, ou a integração de todo o portfólio de produtos da Microsoft numa plataforma consistente para on/off-premise, service providers, virtualização, gerenciamento de dados, controle de identidade, desenvolvimento e operações diversas”, afirma Mauricio Prado, gerente geral de servidores da fabricante. “O sistema operacional renasce em um novo mundo de serviços contínuos na nuvem, dispositivos conectados e dados massivos.”
Prado prega que o Windows Server 2012 vai além da virtualização, focando um ambiente mais flexível de TI, que já abraça as novas tendências de formas de trabalho, como a consumerização, atendendo a principal necessidade da área de TI: ter tempo disponível para olhar de forma estratégica para o negócio.
Um dos grandes pontos da nova versão da solução é o HyperV 3.0, que, de acordo com Danilo Bordini, gerente de novas tecnologias da Microsoft, consegue lidar com cargas de trabalho e cenários mais complexos da “melhor maneira possível”. “Para desenvolver o novo HyperV fomos aos nossos clientes e também prospects perguntar não o que nosso principal concorrente tem, mas sim o que não tem, o que faltava, para que pudéssemos estar um passo na frente”, comenta.
Chegamos ao clímax. Já não é de hoje que a Microsoft se posiciona forte no mercado de virtualização e computação em nuvem – e quando digo isso, não estou falando necessariamente de ter muitos clientes ou crescer de forma assustadora, mas sim de investir pesado em comunicar suas intenções nestes segmentos. O maior alvo? A VMware, claro.
As soluções de virtualização da Microsoft sempre estiveram mais bem posicionadas em pequenas e médias empresas, quando abordando novos clientes, enquanto a VMware primordialmente olhou e abraçou as oportunidades das grandes (e médias grandes) empresas e seus data centers.
A grande sacada do Windows Server 2012 é contar com várias funcionalidades de virtualização embarcadas (devio ao HyperV 3.0), e a oportunidade de atualização do parque instalado é o principal chamariz para emplacar a nova solução da Microsoft. “Outro ponto é que muitas empresas rodam Windows em sistemas virtualizados VMware. Por quê não unificar a experiência?”, dispara Bordini. “A VMware”, continua o executivo, “acaba sendo parceira da Microsoft neste sentido, aliás”.
Parte dessa pretensão também está, novamente, na unificação da experiência do usuário. “O Windows Server 2012 conta com a mesma identidade visual do Windows 8, para criar familiaridade para o profissional de infraestrutura”, explica. Outra parte está no “brilho dos olhos do CIO”, pois a solução da Microsoft “entrega mais recursos e chega a ser entre 1/3 a 1/6 mais barata que a de nosso concorrente, podendo direcionar investimentos para outras áreas e necessidades do negócio”. “A VMware é uma boa empresa de virtualização. Ponto”, enfatiza.
Paul Maritz, atual CEO da VMware e futuro chefe de estratégia da EMC, recentemente atacou essas gigantescas pretensões da Microsoft, afirmando que “nos últimos sete anos, eles falam que o produto é bom o bastante, apesar de não liderarem. Virtualização não é simples como hypervisor. Você até consegue coisas gratuitamente. Mas a questão são os níveis de automação.”
Bordini rebate: “O System Center gerencia até mesmo as soluções deles. Começaram o negócio de virtualização antes? Sim, e fazem isso muito bem. Mas somos uma opção muito forte para os clientes, temos tecnologia para isso. Quando falamos de virtualização de servidores, estamos empatados no mercado.”
Por mais que o tiroteio venha se estendendo há muito tempo, o fato é que a Microsoft é vista como uma empresa de muitos produtos e pouco foco e, por mais que o discurso do Windows Server 2012 seja “matador” aos olhos da companhia, o mercado de grandes empresas está, de forma geral, contente com o que a VMware tem apresentado.
Também não podemos deixar de citar que a Citrix, com muita força no segmento de virtualização de aplicações, segmento que tem se destacado nos últimos tempos devido a forte expansão da adoção de soluções em cloud computing.
A Microsoft deixa aberta a porta de possibilidades, e terá que ir além do discurso para abocanhar esse mercado. Não há mais tanto espaço para promessas no mercado de tecnologia, ainda mais em mercados como o Brasil, onde Gartner, IDC e Frost & Sullivan projetam grande explosão de investimentos para os próximos anos.
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