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por Doug Henschen | InformationWeek EUA
Estratégia | 11 de setembro de 2012

CIO da P&G detalha projeto de inteligência de negócio

Filippo Passerini apresentou, em conferência, o dashboard da ferramenta analítica usada para prever desempenho e direcionar as decisões

As vezes, você precisa colocar a carroça à frente dos cavalos, comentou Filippo Passerini, CIO da Procter & Gamble (P&G) e presidente do grupo de business services da companhia. É com esse discurso que a gigante dos produtos de consumo veio com um ambiente de suporte à decisão usado, atualmente, por mais de 60 mil funcionários em todo o mundo. A partir da ferramenta, eles têm uma visão do que está acontecendo com a empresa, o porquê e como responder aos desafios das condições de mercado.

Durante uma sessão na InformationWeek 500 Conference, na Califórnia (EUA), Passerini explicou que o time para analytics da P&G criou um protótipo para suportar decisão em tempo real três anos atrás, sabendo que, em algum momento, poderia não entregar todas as métricas de negócios que eram prometidas. Mas como o protótipo estava muito atado às métrics mais relevantes, o executivo tinha um pouco de dúvida se o projeto receberia financiamento e adesão.

“Quando começamos, tínhamos entre 50% e 60% dos dados automatizados, e para ter o balanço completo era necessário muito trabalho manual, mas isso criou um incentivo para os nossos líderes de negócio a investirem, principalmente, quando viram quais eram as possibilidades”, avaliou Passerini.

A central de decisão é mais focada em projeções futuras que relatórios históricos, com três, seis e 12 meses de linhas projeções para participação de mercado, custo e margens. Todos os dados podem ser analisados, o que significa que você pode estudar o desempenho da empresa por país, região, marca ou produto.

Um mapa mostra a receita relativa e a contribuição para o lucro por região, país, território, marca e produto. O desempenho da P&G também é confrontado com produtos e marcas concorrentes. Sinais em vermelho e verde indicam onde a companhia ganha ou perde e onde o problema está menor ou extremo.

Uma parte importante da iniciativa da P&G foi a construção de salas de conferência colaborativas ao redor do mundo. Esses espaços, batizados de Business Spheres, são dotados de telas de projeção para visualização de dashboards, bem como para condução de videoconferências com executivos remotos. Esses líderes podem acessar os mesmos dados apresentados nas salas de conferências a partir de laptops e iPads.

A cada semana, executivos da P&G ao redor do mundo e de todos os níveis da organização se encontram em uma das 50 Business Spheres para revisar os últimos resultados e previsões disponíveis por meio dos dashboards da central de decisão. Eles podem discutir o que fazer sobre ganhos e perdas com base nas métricas disponíveis. Isso pode resultar em ajuste de preço, mudança no mix de produto, na abordagem publicitária ou no aumento de gastos com marketing para recuperar participação de mercado quando há perdas ou para ampliar margens quando as condições são mais fortes.

“O difere de três anos atrás com o momento atual é que todos os dados chegam juntos para o contexto de discussão de negócios”, avaliou Passerini. E por ser a única fonte de consulta para executivos em todas as partes do mundo, “não está fragmentado por geografia ou nível de gestão e, mais importante, tudo chega em tempo real para que possamos tomar as melhores decisões em cada revisão que realizamos”.

Com o sucesso da central de decisão, a P&G teve a possibilidade de acabar com mais de 80% dos relatórios de business intelligence utilizados anteriormente, como calculou o CIO. Muitos usuários abraçaram a nova abordagem por ser mais atrativa e útil que relatórios baseados em planilhas e enviados por email.

Entre as tecnologias usadas pela P&G neste projeto estão o sistema de gestão da SAP e o data warehouse Exadata da Oracle; uma combinação que a companhia converteu a seu favor para entregar dados em tempo real. SAS e Tibco Spofirte são os provedores de software de análise preditiva e visualização de dados usados na central de decisão. Já o ambiente das Business Sphere utilizam tecnologia de videoconferência Cisco.

 

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