IT Mídia
Notícias em destaque
RSS
Vitor Cavalcanti Vitor Cavalcanti
Transformação | 7 de novembro de 2012

SAP encara coinovação como essencial para complementar portfólio

CIO's deveriam olhar esse tipo de processo com mais atenção e aplicar conceito nos trabalhos do departamento

Há tempos o conceito de coinovação integra a rotina da SAP. E cada vez mais a fabricante alemã foca a criação conjunta com clientes e parceiros a partir dos diversos Co-Innovation Labs espalhados pelo mundo e que conta com uma unidade instalada na capital paulista. Como frisa Luís César Verdi, vice-presidente de vendas de inovação da fabricante para América Latina, a SAP entendeu que não é possível resolver todos os problemas dos clientes sozinha.

“Estamos investindo em criar metodologia, infraestrutura e processo dentro da nossa empresa para ter mais facilidade de se engajar e ter projetos de inovação com clientes e parceiros”, comentou, durante o Co-Innovation Lab (COIL) Day, em São Leopoldo (RS). “O paradigma de desenvolver todos os softwares para os clientes está ultrapassado, quanto mais parceiros, mais valor entregaremos aos clientes.”

O entendimento da companhia é que, para crescer, e o objetivo para 2015 é ultrapassar a marca de 20 bilhões de euros em faturamento global, é necessário atender a um mercado maior, acelerar o processo de inovação e se tornar uma plataforma de negócio para as empresas.

Um ponto interessante desse trabalho ressaltado por Axel Henning Saleck, vice-presidente global da rede de COIL, é que as boas ideias não necessariamente vêm de nações mais ricas e tidas como pólos tradicionais de inovação ou de parceiros com uma estrutura de maior porte. “Temos uma pesquisa própria para entender tendências de mercado e olhar a necessidade do cliente hoje e amanhã. Temos nosso ciclo de inovação do produto e as melhores ideias não necessariamente vem de parceiros maiores e de países mais maduros. E como fazer para conectar nossa capacidade de inovação e desenvolvimento com as ideias dos parceiros? Multiplicamos a inovação disponível para os clientes combinando sinergias entre parceiros e SAP por meio da coinovação.”

Esse tipo de metodologia é essencial para um departamento de TI cada vez mais cobrado por inovar e com toda a restrição orçamentária já conhecida pelos CIOs. É comum em empresas não fabricantes de tecnologia encontrar certo receio em modelos mais abertos de criação. Pesam pontos como perda de exclusividade ou acesso de um concorrente ao mesmo desenvolvimento. Mas são obstáculos que devem ser superados. Além disso, o processo de cocriação não precisa ser com outra corporação, pode ser interdepartamental ou a partir de parcerias com universidades, muitas estão abertas para isso.

Ao envolver mais cabeças pensantes, o orçamento e a equipe reduzida deixam de ser problemas. Além disso, é possível ganhar agilidade na elaboração de um projeto, solução ou aprimoramento de processo. É preciso ter em mente, ainda, a mensagem de Saleck de que uma boa ideia não depende do tamanho da corporação ou do orçamento dedicado à inovação. Sem contar que, a troca de experiência, seja entre pares, áreas ou organizações, sempre enriquece sua equipe. “20% do time trabalhou em mais de um COIL ao redor do mundo”, pontuou Saleck. “Isso serve para entender a dinâmica, as semelhanças e as diferenças, e o mesmo acontece com parceiros. Há um parceiro brasileiro presente em Singapura.”

*O jornalista viajou a São Leopoldo a convite da SAP

Parceiros

Portais: IT Mídia | IT Web | Saúde Web

Fóruns: IT Forum | IT Forum + | IT Business Forum | Saúde Business Forum