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Adriele Marchesini Adriele Marchesini
Tendência | 28 de novembro de 2012

Big Data e o futuro do business intelligence

Na avaliação de especialistas, business analytics não vai tomar todo espaço do BI, mas transformações são necessárias

Não se passa um dia sem que o tema Big Data venha à tona no mercado de tecnologia. Lançamento de produtos, pontuação de tendência e descobertas antes inimagináveis, com base na enxurrada de dados gerada pela web, prometem mudar completamente a forma como CIOs lidam com suas bases de dados e análises extraídas delas. E a equação que engloba data warehouse tradicional e ambiente desestruturado, além dos respectivos business intelligence e business analytics, mudará a forma de trabalho do diretor de tecnologia e sua equipe.

Especialistas consideram que o BA não vai matar o BI tradicional, assim como o data warehouse ainda será necessário para armazenar dados estruturados, com ferramentas de Big Data fazendo a varredura das informações desestruturadas, que populam na web e são obtidas em soluções que mensuram a experiência do cliente em geral.

Como os dados desestruturados se configuram em produção muito superior aos estruturados – o conteúdo produzido na internet, segundo o futurista italiano Vito di Bari, atingirá 5 exabytes por segundo em 2022 –, a tendência é que eles tomem participação mais volumosa na análise e geração de insights, com os conteúdos estruturados com menor participação. Mas, de toda a forma, com a mesma rapidez que são produzidos, tais conteúdos são rapidamente descartados. Caberá ao CIO e sua equipe compreenderem a estratégia da empresa para definir o que fica na casa e o que é deixado de lado.  “O foco da medição da relevância da informação tem que mudar. Não pode ser o dado que eu tenho: mas o dado que eu preciso”, ponderou Marcos Pichatelli, gerente de produtos de High-Performance Analytics (HPA) do SAS.

Com a enxurrada de informações, ficou clara a necessidade da velocidade. E é para necessidades instantâneas que a computação em memória e um aparato de business analytics são necessários. “A pergunta que se deve fazer é qual a latência que pode ser suportada entre a captura da informação e o tempo que usuário quer analisar. É neste ponto que entram soluções de BI em memória, vision analytics, cuja ideia é exatamente essa, data match, descarregar todas as informações numa base de dados – como Map Reduce e Hadoop –  para que a TI apenas capture a informação e passe a disponibilizar nessa arquitetura. É possível, por exemplo, manipular dois bilhões de registros em subsegundo”, contou Pichatelli.

Na visão do executivo, o BI tradicional continuará forte em casos onde o streaming não é necessário, como a análise de fraude de seguro, que podem esperar um dia, e passar pelo data warehouse convencional – para gerar as informações. “Mas tem coisas que vamos analisar em streaming, à medida que chegarem, para criar análises e gatilhos para a informação. O Big Data não vai matar a necessidade do BI tradicional. 80% dos usuários de BI dentro da empresa são muito bem atendidos”, considerou, indicando que a latência de um dia do processo atual é totalmente aceitável para muitos casos, e possui um custo menor.

Na avaliação do chefe de pesquisas da IDC Brasil, Anderson Figueiredo, o BI servirá para casos específicos, enquanto o BA permitirá uma leitura mais geral da situação. “BI é foto, BA é filme”, comparou.

Olhar sobre a TI

Figueiredo concorda que neste novo cenário a computação em memória e appliances que já garantem a combinação hardware e software se configuram como tendências dentro das empresas. Mas muito mais do que a forma como são contratadas as tecnologias, é preciso mudar o olhar sobre a TI.

“Temos que pensar fora da caixa é uma expressão óbvia. Não temos nem caixa mais. Estamos um momento de pensar fora dos limites tradicionais que o cara de TI foi treinado a vida inteira”, disse. Segundo o especialista, o CIO precisará trabalhar com coisas com as quais ainda não está acostumado, o que gerará atividades profissionais diferentes. “Será preciso estar atualizado com muito mais rapidez”, acredita.

De qualquer forma, Figueiredo aconselha que não há motivo para desespero. “Quando apareceram os PCs, tínhamos apenas mainframe e todo mundo achava que era impossível jogar o mainframe dentro do PC… no passado, acreditavam nenhum sistema de telecomunicações aguentaria o tráfego da internet. A pergunta feita hoje sobre o futuro do Big Data era feita antes sobre o futuro da internet”, contextualizou.

 

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