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por Paul Cerrato | InformationWeek EUA
BYOD | 6 de dezembro de 2012

BYOD em saúde: seria a gestão dos dispositivos móveis a resposta?

Com tantos médicos levando seus smartphones e tablets para o trabalho, e com violações de dados de pacientes sendo noticiadas o tempo todo, os gerentes de TI precisam tomar decisões mais assertivas

De todos os problemas que mantêm os gerentes de TI acordados à noite, é difícil encontrar um mais vexatório do que o gerenciamento de dispositivos móveis. Uma pesquisa recente de prestadores de saúde torna isso dolorosamente óbvio.

As preocupações com segurança e gerenciamento estão no topo da lista de muitas organizações, segundo o relatório da Klas. O estudo “Mobile Healthcare Applications: Can Enterprise Vendors Keep Up?” (Aplicações para Mobilidade em Saúde: será que os fornecedores estão preparados?) questionou 105 pessoas, a maioria de cargo de chefia, sobre seu uso de tecnologia móvel em hospitais, e descobriu que manter a segurança durante o uso dos dispositivos pessoais por meio de softwares de MDM (Mobile Device Management – Gerenciamento de Dispositivos Móveis) é uma das maiores preocupações.

Quando questionados se suas organizações promovem a segurança dos dados que trafegam em dispositivos móveis usados em ambiente profissional, a utilização de criptografia foi a resposta número um dos executivos. O MDM foi o número dois, o quê, segundo Eric Westerlind, autor do relatório, é revelador. Como o uso da criptografia já é generalizado, o alto interesse em soluções de gestão de dispositivos móveis é promissor.

“(Os provedores) estão preocupados em garantir que os tablets sejam seguros e isso é difícil, pois ele é um dispositivo pessoal. O que é instalado não pode ser muito intrusivo e às vezes isso pode ser um problema com a gestão. Mas quando se lida com informações de pacientes, qualquer coisa que contenha dados cobertos pela Hipaa, precisa existir segurança, e esses dispositivos precisam ter a função de eliminar dados”.

Ken Kleinberg, consultor de saúde em TI para o Advisory Board, disse à InformationWeek Healthcare que os sistemas operacionais de dispositivos móveis têm melhores recursos de segurança do que os sistemas Windows encontrados em hospitais. Mas ele enfatiza que ainda assim os hospitais precisam de uma forte política de segurança de Bring Your Own Device (BYOD), incluindo ferramentas que gerenciem aplicações móveis: “Não é somente controlar a configuração no dispositivo; também é preciso controlar qual aplicativo pode ser carregado no equipamento”.

A equipe de TI do hospital pode dar aos médicos uma lista dos aplicativos proibidos, comenta Kleinberg. Se o médico quer usar um leitor de documento, por exemplo, o hospital deve sugerir qual. Se quiser usar um calculador de dose de medicação, a área de TI deve sugerir três aplicativos e disponibilizá-los em seu servidor de aplicativos.

Durante as entrevistas com inúmeros profissionais de TI, ficou óbvio que quando a conversa se volta para o MDM, apenas um modelo não se adéqua a todos os locais. Em vez de escolher uma plataforma para gestão, o Beth Israel Deaconess Medical Center tem, por enquanto, “ajustada uma política de segurança reforçada por meio do Exchange ActiveSync”, explicou o CIO John Halamka. “É bem provável que estejamos abrangendo a maioria, se não todos, os devices que acessam os recursos do Bidmc, já que o e-mail é de longe o aplicativo mais usado. Não temos outras aplicações que foram personalizados para rodarem em tablets e smartphones. Nossos aplicativos são nativos para a rede, então a habilidade para instalar e gerencia-los não é algo que encaramos como um problema”.

Para esses provedores de saúde que exigem aplicativos móveis nativos para seus médicos, vários fornecedores oferecem plataformas MDM para lidar com as ameaças de segurança.

Bob DeLisa, presidente do Cooperative Systems, empresa de consultoria e suporte de TI, dá alguns conselhos para  escolher um sistema. Ele diz aos clientes para optarem por uma ferramenta MDM tendo como base “a idade e escalabilidade de sua infraestrutura atual”. DeLisa diz, por exemplo, para avaliar a Meraki (recentemente adquirida pela Cisco) quando for fazer uma atualização de infraestrutura e soluções com base em servidores como Good, MobileIron ou BoxTone, caso tenham sido recentemente atualizados.

Muitos hospitais e clínica preferem instalar uma solução especialmente personalizada para o BYOD, mas aqueles que preferem usar um fornecedor MDM devem pesar uma longa lista de problemas. Entre eles:

- Qual sistema operacional móvel você precisa dar suporte?
- Você planeja hospedar o MDM em sua rede?
- Qual sistema de e-mails seus médicos usam; ele será compatível com a ferramenta de gestão?
- O software MDM ainda o deixará em conformidade com a Hipaa?
- Quais são as capacidades de bloqueio e eliminação do software?
- Você usará a plataforma de gerenciamento para entregar outros aplicativos que os médicos insistem em na gestão dos pacientes?

Muitas dessas questões são sublinhas em um Buyer’s Guide (Guia do Comprador) da Avema Critical Wireless.

George Brenckle, CIO da Umass Memorial Healthcare, tem uma abordagem diferente para BYOD. Ele prefere focar no gerenciamento de dados em vez do gerenciamento dos dispositivos, que é a uma das razões para o Umass ter optado pela bordagem de desktop virtual. Com todos os dados dos pacientes no servidor do hospital, não há risco de violações por iPads ou laptops roubados ou perdidos.

E sobre produtos comerciais para o MDM? Brenckle diz que o desafio é tentar se manter um passo à frente do ecossistema de dispositivos móveis, que muda rapidamente: “Você investe em uma dessas ferramentas e ela está funcionando bem; de repente um novo tablet ou smartphone chega ao mercado e a ferramenta não está pronta para gerenciá-lo”.

A moda do BYOD não vai acabar – e por que iríamos querer isso? Ela ajuda os médicos a atenderem melhor, acelera o cuidado ao paciente e sem dúvidas já salvou vidas em inúmeras ocasiões. Uma vez que encontra-se a solução correta de TI, as noites de sono serão recuperadas.

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