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por InformationWeek Brasil
Homem + Máquina | 5 de setembro de 2013

Dispositivos vestíveis podem impulsionar ambiente corporativo

Exemplos práticos de melhora no desempenho já são aplicados em alguns segmentos

O mercado vê surgir uma nova categoria de aparelhos, os chamados wearable devices ou dispositivos vestíveis, principalmente após o lançamento dos relógios conectados da Samsung e da Qualcomm apresentados nesta semana. Tratam-se de eletrônicos que, como o nome mesmo diz, podem ser vestidos como acessórios ao corpo humano. Além dos smartwatches, o Google Glass entra nesta categoria.

O jogador da NFL Cam Newton, de apenas 24 anos, monitora desde 2011 suas arrancadas e seu desempenho em campo, medidos por um relógio voltado diretamente ao ambiente esportivo. Dados como a potência do Sprint dado pelo atleta, em quais pontos suas pernas perderam sincronismo e taxas de batimentos cardíacos a cada milissegundo são enviados para um software, que correlaciona as informações e cria insights capazes de mudar o treinamento e, consequentemente, a performance do jogador.

H. James Wilson, pesquisador sênior da Babson Executive Education, traz esse exemplo em recente artigo na Harvard Business Review. “Para uma promessa da NFL que visa ganhar milhões de dólares ao ano, é óbvia a obsessão por frações de segundo, que valem a medição. Mas esses dispositivos estão se espalhando em fábricas e escritórios também”, compara.

Uma das aplicações se dá na quantificação de movimentos em ambientes de trabalho. Em primeiro momento, diversos funcionários se sentem incomodados por parecerem estar vigiados. Wilson pondera, contudo, que os gestores devem se concentrar em questões que impulsionam a produtividade e comunicar que a meta é melhorar o desempenho organizacional como um todo, e não punir indivíduos.

É o que faz um centro de distribuição da rede de supermercados Tesco. Seus 87 corredores são percorridos por empregados que usam um acessório em seus pulsos para rastrear os produtos que estão sendo retirados da prateleiras, para poupar o tempo e o esforço que seriam feitos no preenchimento e gestão de planilhas. “O aparelho também mantém a lista de tarefas de quem o veste, prevê o tempo de conclusão das atividades e quantifica seus movimentos precisamente no ambiente”, conta o especialista.

Um display de 2,8 polegadas provê feedback analítico, verificando se um requerimento foi feito de maneira correta e notificando o funcionário caso haja algum erro.

Desde 2004, a Tesco usa esse tipo de ferramenta de trabalho. Foi quando a companhia assinou um acordo de US$ 9 milhões para levar os dispositivos vestíveis a 300 plantas no Reino Unido. A promessa de eficiência foi o argumento, que se consolidou. De 2007 a 2012, o número de funcionários necessários para operar uma loja de 3,7 mil metros quadrados caiu 18%. Claro que alguns pontos ainda precisam ser aprimorados, pois embora o resultado tenha agradado gestores, funcionários reclamam que o sistema mede apenas a velocidade do trabalho, não sua qualidade.

Outros setores que adotam os dispositivos vestíveis são saúde, militar e indústrias. Aumentar a produtividade é apenas um dos propósitos – quando são aplicados para aprimorar a segurança pessoal ou pública ou até mesmo detectar exaustão de funcionários, a receptividade no ambiente corporativo é melhor.

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