IT Mídia
Roberta Prescott Roberta Prescott Editora-executiva
IT Forum 2011 | 22 de abril de 2011

Modelos de negócios podem surgir a partir de novas tecnologias

Em Intercâmbio de Ideias, CIOs debatem o papel do departamento para criar produtos e serviços que complementam ou até revolucionam o core business da companhia

Existe espaço para os departamentos de TI mostrarem às organizações como as novas tecnologias podem gerar iniciativas. Na 13ª edição do IT Forum (veja cobertura completa), durante o Intercâmbio de Ideias batizado de “Modelos de negócios que surgem a partir de novas tecnologias”, líderes de TI falaram sobre como o departamento cria produtos e serviços que complementam ou até revolucionam o core business da companhia. “O papel da TI é provocar discussões, porque conseguimos ver as tecnologias que estão on the road antes do resto da empresa”, resumiu David Cardoso, da Sodexo Pass.

Em resumo, é isto mesmo. O CIO consegue aproveitar o conhecimento que já tem da área e, observando as tendências, faz apostas naquelas tecnologias que devem prosperar. Foi exatamente isto o que Ítalo Flammia, da Porto Seguro, mostrou. A regulamentação das operadoras móveis virtuais (MVNO, na sigla em inglês) possibilitou a criação da Porto Seguro Telecom, que ofertará telefonia móvel.

Ambas iniciativas tiveram forte participação do departamento de tecnologia. No caso da Porto, a relação é ainda mais profunda: Flammia é diretor da nova empresa e está à frente de todos os passos. O desafio é grande. Ao optar pelo modelo autorizado — quando tem todas as obrigações de uma operadora de celular e, em contrapartida, desfruta mais liberdade e é dona da base de clientes —, a Porto passa a utiliza apenas a infraestrutura de rede da TIM (com quem fechou contrato) e todo o resto fica a cargo da seguradora. “Temos um contrato para garantir o nível de qualidade”, enfatizou Flammia ao ser indagado pelos colegas.

Segundo a estrutura desenhada, à Porto cabem a marca, o atendimento, a distribuição e o suporte ao negócio; à Datora Telecom, MVNE, a expertise em telecom, o relacionamento com operadoras e Anatel e a engenharia e TI. Por fim, com a TIM está a rede. “Nós pesamos o risco relacionado à imagem. É um negócio tecnicamente complexo, além de ser um mercado extremamente regulamentado pela Anatel. Por isto, não entramos sozinho: 80% é Porto e 20% é Datora Telecom.”

Gestão de pneus

Na Goodyear, a TI trabalhou junto com outras áreas para levar a cabo a solução de telemetria dos pneus. A empresa utiliza a implantação de chips e etiquetas de radiofreqüência (RFID) para transmitir diversos tipos de informações que permitem, por exemplo, saber a situação do pneu, diminuir gastos com manutenção e reposição, fazer a gestão de inventário, entre outros.

A solução destina-se à linha de caminhões e ônibus para entender o ciclo completo dos pneus, inclusive podendo ser utilizada para controlar peças da concorrência. Assim, com a instalação de chip na parede interna do pneu e no veículo, tudo é controlado eletronicamente. “O projeto nunca teve como métrica dar retorno financeiro direto, não que isto significa dinheiro a fundo perdido. Não estou aumentando imediatamente número de venda de pneus. Há um serviço agregado e isto é uma quebra de paradigma”, enfatiza Flavio Martins Limaos, CIO da Goodyear.

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