PL dos Cibercrimes é falho e pouco deve mudar o cenário corporativo
Cultura e identidade são fundamentais em inovação colaborativa
O hardware open source é a próxima grande sacada da TI corporativa?
5 maneiras de construir uma equipe de TI mais forte
CIO: exija do provedor um SLA completo em cloud
CIOs híbridos: o futuro da TI?
Abertas as inscrições para o prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI
CIO é essencial para adoção de cloud, afirma Locaweb
Brasília disponibiliza serviço de internet gratuito em pontos de ônibus
Exército Brasileiro inicia teste em rede 4G
CIO tem dupla função: TI não basta?
Ferramentas de gestão de cloud: três pontos de alerta
O foco da AVware reside em proteger computadores com uma solução enquadrada às demandas do Brasil. A startup desenvolveu uma central de segurança aderente às particularidades e ameaças endereçadas aos usuários do País. “O ponto-chave é que o mercado brasileiro tem máquinas muito lentas ainda”, avalia João Eduardo Vieira, presidente da nascente. Para ele, há uma lacuna tecnológica de que os sistemas desenvolvidos por fornecedores estrangeiros teriam aderência limitada por aqui. Outra premissa imediata para apostar na ferramenta reside no perfil de ataques direcionados aos modelos nacionais.
O executivo tem razão quando diz que “colocar um antivírus pesado é irritante”. Além disto, há o agravante que usuários muitas vezes não rodam, ou abortam, o processo de atualização de sistemas de segurança quando sentem queda de desempenho em suas máquinas ou aplicações. Justamente por este ponto, ele defende que sua tecnologia destaca-se pela agilidade e leveza. “Desenvolvemos uma solução que não rouba processamento e consegue scannear várias unidades ao mesmo tempo. Além disto, configuramos de um jeito para que o usuário deixe tudo muito mais rápido que já é”, acrescenta.
A AVware estuda o mercado há um bom tempo com a intensão de criar algo o mais próximo possível do que buscam os brasileiros. “Trabalhamos cansativamente para deixar a máquina do usuário protegida sem que ele perceba que tem um antivírus instalado”, afirma o executivo. O processo começou por volta de 2006, em parte, fruto de um curso que Vieira fez na Coréia do Sul. Quando voltou ao Brasil, assumiu o laboratório de análise de vírus do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Durante um ano que durou o projeto no laboratório, o executivo passou a perceber evoluções, métodos e padrões de ameaças e ataques que rondavam o mercado brasileiro. Daí veio a ideia de criar algo para suprir tal demanda. Vieira fez uma busca na web para ver se encontrava algo, já em andamento, parecido com o que vislumbrava no País. Descobriu dois desenvolvedores com um projeto
nesse campo. Entrou em contato e juntou-se a eles no trabalho de formatar a solução. “Começamos a estudar muito e em 2007 lançamos uma primeira versão que já era uma central de segurança”, recorda, citando que isso fugia do conceito original de criar apenas um antivírus.
Os três anos que se seguiram foram de aprimoramento do produto. A tecnologia chegou à 15ª atualização (a versão atual é a 2.4.2.2). Ao longo do tempo a nascente colecionou vários usuários beta da tecnologia. Neste universo, cinco empresas avaliam a versão corporativa e outras cerca de 230 testam o produto como usuário doméstico. O processo em ambiente de produção ajudou a consolidar a solução.
Os ventos mudaram em 2010, quando a nascente — ainda muito no campo da teoria e desenvolvimento — fez uma pareceria com a provedora de soluções de segurança BluePex. A companhia entrou como sócia da startup. Em contrapartida, instalou um ambiente mais profissionalizado de operação, provendo a estrutura necessária para viabilizar o negócio. O ambiente, enfim, estava preparado para que aquele sonho virasse, de fato, realidade. A expectativa é que o produto da AVware chegue ao mercado em março.
A estratégia para o corporativo prevê a constituição de uma rede de canais. “Estamos fechando alianças com empresas do Brasil inteiro”, comenta o presidente. Ele menciona contatos com cerca de 15 revendas e espera fechar o ano com uma base de 400 parceiros. Para atingir os consumidores, o plano é colocar a tecnologia em lojas de aplicativos e de software e receber pagamento por meio de empresas intermediárias de transações eletrônicas, como o PagSeguro. O valor anual da licença para usuários domésticos custa R$ 49,90, com direito a todas atualizações. O corporativo sai por R$ 39,90, por licença, com tabela de desconto progressiva.
“Tenho como objetivo, até metade de 2012, ter 1% da população brasileira que acessa à internet utilizando nosso produto. A quantidade de empresas dependerá do resultado das revendas”, projeta Vieira. O executivo acredita que, se conseguir montar a base estimada de canais este ano, consegue contratos corporativos com algo próximo a mil companhias de pequeno e médio porte, que possuem entre cinco e cem computadores para proteger. Correndo tudo de acordo com o esperado, há expectativa de alcançar um faturamento acumulado (de março a dezembro) entre R$ 450 mil a R$ 600 mil já para 2011.
Objetivo, até metade de 2012, é ter 1% da população brasileira que acessa à internet utilizando o produto
O presidente da AVware se mostra otimista e vê possibilidades claras de ganhar mercado. “Este ano será mais para conhecimento de marca e a partir de 2012 estaremos bem”, vislumbra. Para tanto, contudo, precisa de pessoas e empresas interessados em testar seu produto. Contudo a startup luta contra gigantes do setor e toca em um ponto sensível. Afinal, segurança é um ponto onde as empresas normalmente tem receio em mexer ou trocar de fornecedores. “Na competição com as grandes fornecedoras, vai ganhar aquele que o mercado considerar melhor”, diz o executivo, repetindo a aposta aderência às ameaças regionais da companhia.
Raio X
O que faz: solução de segurança
Metas de faturamento: entre R$ 450 mil e R$ 600 mil, em 2011
Preço do produto: R$ 39,90 para empresas, por licença, por ano
Projeção de clientes: 1 mil (corporativos)
Nascimento: março de 2010
Funcionários: 19 funcionários (envolvidos diretamente na operação)
Escritórios: São Paulo, Limeira (SP) e Carapicuíba (SP)