A tecnologia da informação tem sido fator fundamental no avanço das empresas, tanto na conquista de novos mercados como também no aumento da participação em produtos consolidados. No Brasil, esse movimento tem motivado as empresas a trazer o executivo de TI cada vez mais próximo da área de negócio e da sua respectiva estratégia.
De certa forma, este movimento já é notado por muitos executivos de TI que têm se preparado ao longo do tempo para esse novo papel no cenário corporativo. Assim, estabelecer um conjunto claro e consensual de critérios que visam à evolução constante do profissional é fator vital para a sua continuidade na empresa.
Surgem, neste período de reflexão, temas estratégicos para a carreira e eficiência de TI nas empresas, tais como estabelecimento de estratégia formalizadas – ou seja, a TI deve ser vista como um recurso estratégico no qual o aperfeiçoamento das relações com as áreas de negócio é essencial para a sobrevivência da organização no mercado.
Ainda em linha com o plano de TI, despontam temas como estratégia de terceirização (o que terceirizar, como realizá-la, quais processos serão utilizados); adoção de tecnologias emergentes (estabelecimento de critérios e processos sólidos para tomada de decisão); e gestão de pessoas (competências e habilidades a serem desenvolvidas na equipe de TI para suportar a evolução da estratégia de negócio). Estas abordagens tornam-se essenciais para determinar o rumo e a produtividade de TI.
Com vistas à melhor condução da estratégia de TI, faz-se necessária a aplicação de processos de governança por meio da utilização de boas práticas, com o objetivo de obter benefícios do controle e da prestação de contas da área, seus respectivos projetos e custos para suporte ao negócio.
Na mesma direção, para que a governança tenha produtividade, ferramentas eficientes devem ser utilizadas para o monitoramento da qualidade de qualquer produto entregue ao usuário, com o auxílio de indicadores de desempenho que tornarão transparentes as deficiências e melhorias ocorridas ao longo do tempo. Como instrumentos, são utilizados, por exemplo, SLAs (service level agreement) e BSCs (balanced scorecard).
O estabelecimento de processos de TI permitirá a aproximação cada vez mais clara da TI à área de negócio e
traz uma perspectiva de amadurecimento dos serviços prestados ao usuário. Devem ser observados aspectos de maturidade de todos os serviços fornecidos ao cliente diretamente, tais como os de impressão, telecomunicações, desempenho e disponibilidade de sistemas, dentre outros, além dos serviços utilizados internamente em TI, como gestão financeira, de pessoas, de demandas etc. A gestão financeira, por sinal, permitirá ao profissional de TI tornar transparente os investimentos às áreas de negócio e apresentar o retorno financeiro obtido.
E, ao se tratar do tema de tráfego de informações em redes, cloud computing e e-commerce, qual executivo atualmente não se preocupa com as informações confidenciais da empresa e como elas são armazenadas? A segurança da informação recebe importância particular às responsabilidades do executivo de TI no que tange a gestão de riscos, ameaças e vulnerabilidades envolvidas em suas atividades.
Portanto, a aquisição de habilidades e competências por parte do executivo de TI para alavancar o negócio das
empresas é ação primordial nos novos tempos. Deve-se verificar meticulosamente o alinhamento da estratégia com o negócio, prioritariamente, para que, na sequência, temas como estabelecimento de processos de governança, indicadores de desempenho, gestão de pessoas e financeira suportem o principal objetivo da empresa: o atendimento eficiente e com qualidade ao cliente final.
Os pilares de avaliação do Executivos de TI do Ano:
- Estratégia de TI: a observância de que a TI seja vista como um recurso estratégico no qual o aperfeiçoamento das relações entre as áreas de negócio e de TI é essencial para a sobrevivência da organização
- Governança de TI: o emprego da governança como um exercício de alinhamento estratégico que visa, por meio da utilização de boas práticas, ao atingimento dos benefícios do controle e da prestação de contas da área de TI, seus respectivos projetos e custos para suporte às áreas de negócio
- Monitoramento e qualidade: qualquer produto de TI entregue ao usuário, seja ele produzido pela equipe interna de tecnologia ou adquirido no mercado (terceirização), avaliado como uma adequada prestação de serviços, com qualidade e indicadores para a prestação de contas
- Maturidade dos processos de TI: frente aos conceitos de maturidade do Cobit (Isaca), observa como está o nível de maturidade dos processos de gestão dos serviços de entrega de TI – ex.: serviços de impressão, telecomunicações, infraestrutura e atendimento aos usuários
- Gestão financeira: a gestão de custos de TI e estruturas orçamentárias tem sido o diferencial para que a área de TI gerencie e apresente resultados financeiros estruturados, consolidados e válidos às áreas de negócio, possibilitando identificar de forma transparente o retorno financeiro obtido nos processos de negócio
- Estratégia de terceirização: ter uma estratégia de sourcing desenhada e tratar a terceirização de TI por meio de processos formais de gestão de contratos, de terceiros (pessoas) e com rituais de governança
- Indicadores de desempenho: para garantir a qualidade dos serviços de TI prestados aos clientes – sejam eles internos ou externos –, instrumentos e indicadores como SLAs, BSCs e outros mostram se a negociação entre os requerimentos dos clientes (usuários) e a capacidade operacional de TI para um determinado serviço está sendo cumprida
- Segurança da informação: a gestão dos riscos, das ameaças e das vulnerabilidades envolvidas nas atividades de TI também é um fator que preocupa a maior parte dos CIOs que aplicam modelos de melhores práticas disponíveis no mercado e ferramentas automatizadas, a fim de aprimorar os processos
- Gestão de pessoas: pilar fundamental, pois definição de papéis e responsabilidades, avaliação de desempenho, acompanhamento e planejamento de carreira e evolução de competências e habilidades da equipe são importantes fatores para a evolução do negócio
- Adoção de tecnologias emergentes: inovação e adoção de novas tecnologias tornam-se vantagem competitiva a cada momento e, frente a esse dinamismo, é necessária a adoção de processos sólidos para que a tomada de decisão sobre a tecnologia a ser implementada seja robusta e bem argumentada, justificando os investimentos