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Felipe Dreher Felipe Dreher
Executivos de TI | 26 de abril de 2011

CIO da Henkel destaca relação transparente

Governança permeia grande parte das atividades da área de tecnologia da informação da Henkel, que também trabalha fortemente políticas para desenvolvimento de seus profissionais
crédito: Caroline Bitencourt Adriana, da Henkel: para ela, governança é uma jornada que passa pelo apoio da alta direção, requer investimentos em educação e mudança cultural

Adriana, da Henkel: para ela, governança é uma jornada que passa pelo apoio da alta direção, requer investimentos em educação e mudança cultural

O discurso soa claro e racional. Adriana Bianca, diretora de TI da Henkel para América Latina, traz de cor os objetivos globais da área. Tudo parece encadeado. Percebe-se pela hierarquização que confere na transmissão das informações, que vem em camadas.

“Nossa estratégia de tecnologia baseia-se em quatro pilares”, diz ela, para pontuar: “gerar valor; obter eficiência em custos nos serviços; estar alinhado com o negócio e desempenhar uma cultura de alto desempenho”. Essas frentes, por sua vez, dividem-se em uma estrutura de ações que tocam serviços, captação de demanda e governança.

As ações de tecnologia vêm em linha com os objetivos corporativos, também dividido em três pilares (atingir o potencial máximo do negócio, focar no cliente e reforçar o time global). “Não basta sermos, simplesmente, uma entidade implementadora de elementos técnicos. Consideramo-nos conselheiros e consultores de processo”, afirma, estabelecendo a área onde atua como uma organização ativa e participante das decisões empresariais.

A forma como o discurso da executiva flui mostra certo domínio da visão macro de negócios, para onde a corporação caminha e de que maneira a tecnologia se insere nesse contexto. Pode ser apenas parte do perfil germânico da companhia cujo quartel-general situa-se em Düsseldorf (Alemanha) manifestando-se na profissional regional.

Todavia, a forma como as coisas se encaixam atesta os motivos pelos quais Adriana aparece no topo da lista nas categorias governança e gestão de pessoas. De fato, governança permeia grande parte das atividades da área de TI. No que tange serviços, há um trabalho fortemente baseado em conceitos de Itil, PMI e CMMi, além de uma série de indicadores de desempenho que garantem padrões de qualidade adequados e custos acordados. Sobre
gerenciamento de demanda, há um processo criterioso que vai da análise dos projetos, passando pela validação e priorização junto as áreas de negócio, até o acompanhamento na hora da execução. Soma-se a isto toda uma base de gerenciamento de forma a garantir que exista uma metodologia e processos claros. “Governança de TI é a gestão da gestão. É quem, de fato, coordena ou define qual a forma que se tem de trabalhar dentro de cada uma das áreas, que também tem sua própria gestão.”

Colocação / Categoria

1º – Governança de TI
1º – Gestão de pessoas

Adriana compara o estabelecimento de um modelo a uma jornada que passa pelo apoio da alta direção, requer investimentos em educação e mudança cultural e leva tempo para amadurecer. A Henkel começou a percorrer esse caminho há três anos e, na avaliação da executiva, não chegou ao topo. “Estamos em um estágio bom, mas ainda há oportunidades de melhoria”, avalia.

A outra categoria conquistada pela CIO, gestão de pessoas, tem forte embasamento também em um direcionamento corporativo. Além
de um programa agressivo de metas, os funcionários são medidos pelo seu desempenho e potencial, dentro de um processo amplo e abrangente que garante assertividade na hora de passar feedbacks para os avaliados. Específico à TI, há bastante oferta de treinamentos à disposição dos funcionários com vistas ao desenvolvimento das potencialidades. Além disto, há reconhecimento dos talentos por meio de valorização de ideias que agreguem valor à companhia.

Na Henkel há quase seis anos, Adriana destaca que um atributo que facilita a gestão eficiente reside na transparência no trato com as situações e pessoas. “Nem sempre as coisas vão bem, nem sempre vão mal”, diz, sinalizando que adotar esse tipo de postura dá conforto e segurança aos profissionais da equipe.

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