
Adriana, da Henkel: para ela, governança é uma jornada que passa pelo apoio da alta direção, requer investimentos em educação e mudança cultural
O discurso soa claro e racional. Adriana Bianca, diretora de TI da Henkel para América Latina, traz de cor os objetivos globais da área. Tudo parece encadeado. Percebe-se pela hierarquização que confere na transmissão das informações, que vem em camadas.
“Nossa estratégia de tecnologia baseia-se em quatro pilares”, diz ela, para pontuar: “gerar valor; obter eficiência em custos nos serviços; estar alinhado com o negócio e desempenhar uma cultura de alto desempenho”. Essas frentes, por sua vez, dividem-se em uma estrutura de ações que tocam serviços, captação de demanda e governança.
As ações de tecnologia vêm em linha com os objetivos corporativos, também dividido em três pilares (atingir o potencial máximo do negócio, focar no cliente e reforçar o time global). “Não basta sermos, simplesmente, uma entidade implementadora de elementos técnicos. Consideramo-nos conselheiros e consultores de processo”, afirma, estabelecendo a área onde atua como uma organização ativa e participante das decisões empresariais.
A forma como o discurso da executiva flui mostra certo domínio da visão macro de negócios, para onde a corporação caminha e de que maneira a tecnologia se insere nesse contexto. Pode ser apenas parte do perfil germânico da companhia cujo quartel-general situa-se em Düsseldorf (Alemanha) manifestando-se na profissional regional.
Todavia, a forma como as coisas se encaixam atesta os motivos pelos quais Adriana aparece no topo da lista nas categorias governança e gestão de pessoas. De fato, governança permeia grande parte das atividades da área de TI. No que tange serviços, há um trabalho fortemente baseado em conceitos de Itil, PMI e CMMi, além de uma série de indicadores de desempenho que garantem padrões de qualidade adequados e custos acordados. Sobre
gerenciamento de demanda, há um processo criterioso que vai da análise dos projetos, passando pela validação e priorização junto as áreas de negócio, até o acompanhamento na hora da execução. Soma-se a isto toda uma base de gerenciamento de forma a garantir que exista uma metodologia e processos claros. “Governança de TI é a gestão da gestão. É quem, de fato, coordena ou define qual a forma que se tem de trabalhar dentro de cada uma das áreas, que também tem sua própria gestão.”
Colocação / Categoria
1º – Governança de TI
1º – Gestão de pessoas
Adriana compara o estabelecimento de um modelo a uma jornada que passa pelo apoio da alta direção, requer investimentos em educação e mudança cultural e leva tempo para amadurecer. A Henkel começou a percorrer esse caminho há três anos e, na avaliação da executiva, não chegou ao topo. “Estamos em um estágio bom, mas ainda há oportunidades de melhoria”, avalia.
A outra categoria conquistada pela CIO, gestão de pessoas, tem forte embasamento também em um direcionamento corporativo. Além
de um programa agressivo de metas, os funcionários são medidos pelo seu desempenho e potencial, dentro de um processo amplo e abrangente que garante assertividade na hora de passar feedbacks para os avaliados. Específico à TI, há bastante oferta de treinamentos à disposição dos funcionários com vistas ao desenvolvimento das potencialidades. Além disto, há reconhecimento dos talentos por meio de valorização de ideias que agreguem valor à companhia.
Na Henkel há quase seis anos, Adriana destaca que um atributo que facilita a gestão eficiente reside na transparência no trato com as situações e pessoas. “Nem sempre as coisas vão bem, nem sempre vão mal”, diz, sinalizando que adotar esse tipo de postura dá conforto e segurança aos profissionais da equipe.