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O mercado, o comportamento da população e os dispositivos de tecnologia mudaram sobremaneira ao longo dos últimos anos. Tecnologia tem poder e capacidade para fazer muito com dispositivos mais compactos, simples e conectados. “Estamos em um momento significativo da indústria, de transição para computação móvel sem fio”, enfatiza Mike Lazaridis, presidente e CoCEO da Research In Motion (RIM), durante abertura oficial do BlackBerry World 2011.
Falando para um grande número de pessoas que lotaram um auditório de um hotel em Orlando, Flórida (EUA); o executivo mostrou entusiasmo, mesmo depois de a companhia ter anunciado, na última semana, uma redução de 11 pontos porcentuais em sua previsão de lucro para o trimestre em curso. O anúncio gerou um revés, com queda de ações, mas não desanimou o Lazaridis. “Nunca estive tão confiante em nosso futuro”, comenta.
“Precisamos manter nossa visão para onde o mercado está indo e realizar nossa estratégia. Faremos tudo que for possível para um mundo cada vez mais móvel e proporcionarmos uma experiência fluída para aos usuários”, acrescenta.
Há menos de um mês, a RIM colocou no mercado seu tablet, o PlayBook. A companhia acredita em adoção massiva por conta do mercado corporativo. Lazaridis embasa que CIOs esperam que as ferramentas adotadas provem valor ao negócio. “Resolvemos os problemas de segurança estabelecendo uma ponte com o BlackBerry. Nunca houve uma ferramenta tão potente”, afirma.
Os smartphones e tablets vieram para o mainstream, virando produtos de massa. Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Robert Half aponta que 63%, entre 290 executivos brasileiros que participaram do levantamento, acreditam que aparelhos como PlayBook, Xoom e iPad são vistos como uma ferramenta capaz de interferir positivamente nos negócios.
Um desafio da RIM, contudo, é mostrar que a plataforma tem valor também para o universo de aplicativos. Atualmente, a canadense possui 370 mil desenvolvedores de aplicações registrados para criar para BlackBerry. Número considerável, mas que gera um resultado abaixo do que pode ser visto em lojas para aparelhos Apple ou que rodem sistema operacional Android.
Na sua visão, tanto o mundo das corporações e dos usuários finais quando dos desenvolvedores foram contempladas no dispositivo, que, segundo ele, soma poder computacional, unindo a escalabilidade, mobilidade, multitarefa e plataforma. “É muito mais do que pura tecnologia”. O CEO da RIM destacou a potência dos dispositivos móveis modernos e reforçou o fato de que os BlackBerrys suportam flash e, talvez o mais importante para o mundo empresarial, ferramentas de produtividade e colaboração, essenciais para estratégias de mobilidade.
O jornalista foi aos Estados Unidos a convite da RIM