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Se houver uma bolha no valor do Facebook, estimado em US$ 50 bilhões pelo banco de investimento Goldman Sachs, isso não irá desiludir os gigantes de TI que estão apostando as fichas nas mudanças causadas pela web 2.0. A opinião vem do gerente de Desenvolvimento e de Colaboração da Cisco, Ricardo Ogata. “O futuro está garantido porque os usuários sentem necessidade de usar isso e não é só para conversar com amigos ou trocar fotos, eles ajudam na produtividade”, diz.
Grandes empresas de TI como Microsoft, IBM e Cisco criaram produtos e serviços baseados em redes sociais nos últimos anos. Mais do que apostarem no termo, elas acreditam na abrangência do conceito que envolve plataformas colaborativas, cloud computing e mobilidade. “Não é o preço do Facebook, antes mesmo de serem lançadas as ações, que irá mudar essa realidade”, aponta Ogata.
Segundo o executivo, os clientes que possuem planos de criação de redes internas ao estilo Facebook não se mostram preocupados com a possível nova bolha do ramo de tecnologia. “Quando uma empresa decide ter uma rede corporativa nesses moldes, ela não toma a decisão por causa do Facebook”, diz. As corporações estão buscando novos modelos de negócio baseados na colaboração de seus funcionários e a abertura de contatos com os clientes. “Isso está descolado do movimento de especulação financeira”, aponta.
A Cisco tem investido pesado nas plataformas colaborativas. O Webex é tido por analistas como um produto promissor que jogará a empresa entre os grandes players do futuro na nuvem. A companhia também lançou diversas soluções para contact centers entrarem no mundo da web 2.0 e equipamentos destinados a suportarem o aumento de tráfego causado pelas redes sociais corporativas e a intensa troca de dados.
A alta cotação do Facebook é destaque nas conversas do mundo da tecnologia porque estaria contaminando outras empresas do ramo, como Twitter e Groupon. A especulação é que seria uma nova bolha da Internet.