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Com 60 profissionais, entre próprios e terceirizados, a TI da Tigre, fabricante de tubos e conexões em PVC, experimenta há 11 meses um novo modelo de atuação. A nova organização da área foi a primeira grande mudança encampada pelo gerente corporativo da Tigre, Sandro Tavares, ao assumir o cargo há menos de dois anos.
“Um dos desafios que recebi foi tornar proativa uma estrutura até então muito reativa, o que resultou em novo organograma e mais proximidade da equipe com os demais departamentos”, diz Tavares. Fez parte da estratégia a divisão clara de funções entre os recursos internos e terceirizados. “A equipe própria agora está totalmente focada na análise e alinhamento com as áreas de negócio, enquanto os terceiros cuidam do desenvolvimento”, explica o CIO. Um dos benefícios é a maior facilidade de se antecipar a demandas e propor ferramentas de tecnologia mais precisas para cada unidade.
Com atuação similar a um centro de compartilhamento de serviços, a TI da Tigre atende às quatro empresas do grupo no Brasil, além de nove operações no exterior. A estrutura está montada por grandes áreas de negócio. Há uma coordenação focada em sistemas para a área comercial, outra para projetos de manufatura e logística, uma equipe para as áreas administrativa e financeira e uma quarta coordenação que cuida da infraestrutura de TI. Não há profissionais nas áreas de negócios. “Chegamos a fazer isso no passado, mas se revelou pouco produtivo devido à perda de controle sobre os projetos e situações em que soluções departamentais foram desenvolvidas à revelia”, diz.
Além de participar efetivamente das reuniões e decisões estratégicas dos departamentos, os profissionais de TI da Tigre são incentivados a buscar capacitação fora do universo de tecnologia. “Passei a sugerir à equipe que faça especialização relacionada com a área específica à qual atende”, diz o CIO, ele próprio graduado em computação, mas com mestrado em logística. “Só com essa capacitação eles poderão participar em igualdade de condições das discussões logo no começo da definição da estratégia, em vez de serem requisitados apenas no fim, se surgir a necessidade de um sistema”, diz.
Da sua parte, o CIO da Tigre diz que não há trilha única nem fórmula mágica para se tornar mais proativo. Mas, baseado em sua experiência, arrisca em repassar algumas dicas:
- Abra seus horizontes circulando pela empresa. Sentado em uma mesa, você não faz nada além de gerenciar o dia a dia. O que diferencia um profissional reativo do proativo é o tempo que fica na mesa.
- Converse com gestores e consiga que a TI participe das reuniões das áreas de negócio mesmo que os assuntos em pauta não sejam diretamente ligados a TI.
- Crie áreas de competência alinhando cada profissional com a área de negócio à qual está focado. Isso aproxima a TI das unidades e permite se antecipar às demandas. Uma estrutura composta por analistas generalistas nunca vai possibilitar a mesma aproximação.