PL dos Cibercrimes é falho e pouco deve mudar o cenário corporativo
Cultura e identidade são fundamentais em inovação colaborativa
O hardware open source é a próxima grande sacada da TI corporativa?
5 maneiras de construir uma equipe de TI mais forte
CIO: exija do provedor um SLA completo em cloud
CIOs híbridos: o futuro da TI?
Abertas as inscrições para o prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI
CIO é essencial para adoção de cloud, afirma Locaweb
Brasília disponibiliza serviço de internet gratuito em pontos de ônibus
Exército Brasileiro inicia teste em rede 4G
CIO tem dupla função: TI não basta?
Ferramentas de gestão de cloud: três pontos de alerta
Os fabricantes de tecnologia devem ajudar os clientes a trilharem o caminho para a computação em nuvem e para isso é essencial a criação de novas habilidades dentro das empresas. A afirmação é do CIO da EMC, Sanjay Mirchandani. Ele mesmo se intitula um “diretor de nuvem”, alguém responsável por ensinar seus pares a tirar o máximo de proveito dos parceiros e das soluções de cloud da marca. “Os profissionais de TI precisam estar prontos para mudar”, avisa.
A principal dificuldade a ser enfrentada nos próximos anos é o grande volume de informações geradas fora das empresas e de forma não estruturada (vídeos, documentos comuns, SMS, etc). São dados que não se encaixam nos atuais sistemas de análise das empresas. Elas estão acostumadas e preparadas para trabalhar com dados estruturados do ERP, banco de dados ou CRM.
A EMC calcula que, atualmente, existam 1,2 zetabytes de dados. Em 2020, esse volume pode chegar a 35 zetabytes. Cerca de 90% de tudo o que ele chama de hipernuvem será informação não estruturada. Desse total, 45% dos dados serão gerados por consumidores, organizações, órgãos públicos e companhias que não são parceiros, mas podem conter informações valiosas. Mirchandani avalia que ao menos 80% desses dados valiosos serão gerenciados pelas empresas usuárias de TI que até então não se preocupavam com isso.
É um mundo novo para os departamentos de TI. Poucos passos foram dados até agora e há muita dificuldade e dúvidas. O executivo acredita que essa situação está dentro do normal para as mudanças que ocorreram e agora é hora de ter um novo foco na área. “As companhias precisam criar novas formas de ganhar eficiência e ter habilidades na nuvem, seja pública ou privada”, comentou.
Para ele, uma das saídas é a criação de novos profissionais dentro da TI. Um dos cargos propostos é o diretor de nuvem. Mas Mirchandani também propõe o surgimento de cientistas de dados e arquiteto de nuvem. Todos com habilidades de coletar os dados onde eles estiverem, tratar de acordo com a estratégia e trazer ganhos para as companhias.
Segundo o executivo, a tecnologia não é o problema hoje. “O que existe atualmente nas empresas é bom, evoluiu muito, e tende a evoluir ainda mais.” A dificuldade está em como conseguir rapidez, eficiência e redução de custo. “A nuvem já está formada e só vai crescer, agora é hora de impulsionar as estratégias usando a TI nessa nova forma da cloud computing”, destacou.