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Cada vez mais empresas mantém mão de obra técnica terceirizada, mas elas buscam, também, fugir de grandes contratos com um único provedor. Pensando nisso, a HP lançou o serviço que visa a ajudar CIOs a gerenciar de forma eficiente estes complexos compromissos.
O novo serviço da companhia, chamado de serviço de integração de multi-fornecedores, ou MSIS, da sigla em inglês, é a essência para ajudar empresas no estabelecimento de um quadro de regras específicas, políticas e padrões de como devem atender ao fornecimento de serviços de TI, a fim de criar coerência entre estes fornecedores.
Por exemplo, a HP irá ajudar empresas a estabelecer, programar e administrar normas e procedimentos globais, como ITIL e Six Sigma, catálogo de serviço, documentação, e gestão de programas.
“Para puxar este tipo de rede em conjunto, demanda muita engenharia”, relata Peter Yates, diretor de integração de multi-serviços da HP, em entrevista coletiva em Nova York.
Yates diz ter um único provedor terceirizado para fornecer a maior parte dos serviços de TI, o que pode ser eficiente. Por outro lado, tem potencial para causar grandes problemas nos relacionamentos. É por isso que muitas empresas estão mudando para pequenos acordos com muitos provedores. O valor do chamado mega-negócio, envolvendo contratos com valor total maior de US$ 25 milhões, caiu 35% no primeiro semestre de 2011, comparado com o montante verificado no mesmo ano, segundo a TPI. “É uma mudança quantitativa na agenda do CIO”, acredita Yates. “O modelo tradicional pode acarretar grandes riscos, em muitos casos esses acordo não funcionam muito bem.”
Mas o modelo de servidor único também dá aos CIOs um único ponto de responsabilidade caso as coisas derem errado. Yates disse, ainda, que sob o MSIS, a HP não pode ser responsabilizada financeiramente pelos erros de outros fornecedores, mesmo quando estiver coordenando as atividades dos mesmos. “Este não é o modelo de ‘uma garganta para estrangular’”, disse Yates. Ele admitiu que, de todas as ofertas, esta é a menos popular entre os executivos de TI que não querem lidar com acusações.
Yates afirma que a unidade de serviços da HP, a EDS, desenvolveu muitas normas e procedimentos que se aplicam no MSIS quando fazia parte da equipe de múltiplos fornecedores que prestavam serviços terceirizados para a General Motors, sob comando do ex-CIO Ralph Szygenda. Desde então, a HP tem trabalhado para tornar este quadro repetitivo e aplicável a uma ampla gama de empresas em vários setores.
O preço deve variar consideravelmente dependendo do tamanho do trabalho e do serviço utilizado, mas Yates lembra que ele é, principalmente, destinado a empresas da Fortune 500 e companhias de médio porte que gastam milhões de dólares em serviços terceirizados.
Estabelecendo grande margem de serviços e oferecendo prioridade para o CEO da HP, Leo Apotheker, que no começo deste ano disse não estar satisfeito com o progresso que a empresa está fazendo por meio dos serviços de manutenção de equipamento e suporte.
Mas a HP não está levantando a bandeira de serviços de integração sozinha, ela têm crescido na medida em que mais empresas precisam integrar TI interno com fontes externas, como os tradicionais provedores terceirizados e em nuvem, baseado em plataformas como as da Salesforce.com e Amazon. “IBM e outros estão lançando ofertas semelhantes. Muitas empresas de terceirização estão dispostas e aptas a desempenhar esse papel”, concluiu Forrester