IT Mídia
por Maria Elisa Moraes | InformationWeek Brasil
IT Forum+ 2011 | 21 de agosto de 2011

Em busca de bons profissionais, empresas investem em desvendar qualidades pessoais

Saber aproveitar as potencialidades de cada funcionário pode ser o diferencial para o sucesso

As gerações baby-boomer, X, Y e Z realmente existem? Esta foi a pergunta do CIO Giancarlo Fontoura, da Unicasa, na apresentação de um case sobre “As novas gerações e a Tecnologia”, em um dos Intercâmbios de Idéias, no IT Fórum+ 2011, que ocorreu entre os dias 18 e 21 de agosto na Praia do Forte (BA).

Comportamentos distintos e conflitantes das gerações X e Y em relações as anteriores fizeram com que empresas prestassem  mais atenção nesses jovens. Afinal, rapidez de pensamento, familiaridade com a tecnologia, boa educação e amplitude de interesse são características buscadas por qualquer companhia. Porém, existem controvérsias em relação às potencialidades, relacionadas apenas com as gerações de cada um. Para uma parte dos estudiosos, estes comportamentos estão relacionados à personalidade dos indivíduos e não as datas de nascimento

Mas o fato é que esses jovens estão revolucionando a forma de pensar, de se relacionar e de trabalhar, implantando conceitos que antes eram impensáveis e impraticáveis pelos baby-boomers, por exemplo. “Dez anos atrás ninguém questionava seus superiores”, lembrou. Por conta dessa geração, empresas mudaram de postura, adotaram políticas diferentes de acordo com o modo de pensar desses jovens. Horários flexíveis, ambientes de trabalho integrados e até a figura dos superiores mudaram. “Não é preciso andar de terno e gravata e ter uma sala privativa para mostrar que está no comando. A nova geração respeita e entende o conceito de liderança de forma diferente, trata os superiores de forma simplista e faz questionamentos”, comentou.

A mudança de comportamento, para quem acredita no conceito de gerações, está no fato de esses jovens terem aprendido com os computadores, criando uma nova forma de pensar a partir disso. “Gerações X e Y desenvolveram modelos mentais diferente, e isso faz toda a diferença”, avaliou. “Eles não lêem manuais, aprendem através de tentativas e erros.”

Neste ponto, o CIO Carlos Espínola, da Enfil, que também apresentou case sobre este tema, no intercâmbio de idéias, igualmente acredita no brilhantismo das novas gerações, mas concorda que ainda falta capacidade de análise, de conhecimento e experiência”, disse e ressaltou que no caso da TI, isso pode ser um fator determinante. “Atualmente em TI temos basicamente duas classes de profissionais: os técnicos e os analistas. As novas gerações não têm capacidade de analisar porque falta sabedoria e experiência”. Concluiu

Por isso, para Espínola, potência não é nada sem controle, e acredita que sem liderança competente não é possível aproveitar esses jovens da maneira adequada. “A função do gestor é tão importante para os jovens X e Y, que, se o gestor não tiver espírito de liderança e união todo o negócio pode ser prejudicado” completa

Mas independente dos conflitos entre as gerações e na tentativa de unir o melhor dos mundos, empresas passaram a traçar perfis de personalidades sem correspondência com a idade. Com testes avançados e maior aprofundamento em questões fundamentais do ser humano, como, educação, ambiente familiar, pretensões, preferências, costumes, entre outros, é possível entender onde o profissional se ajusta melhor, e, de qual maneira ele pode ser mais produtivo. Esse processo requer dedicação e disposição para conhecer pessoas, porém tem trazido resultados interessantes para muitas empresas. “A identificação da personalidade é extremamente difícil, porém o retorno é imensurável” Concluiu Giancarlo.

 

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