O agronegócio promete colocar o Brasil na vitrine do mundo com muita tecnologia aplicada ao setor. Entre as empresas mais bem colocadas no ranking de As 100+ Inovadoras no Uso da TI, são diversos os casos de inovação nos quais os ganhos de produtividade se destacam. As soluções empregadas mostram a proximidade da TI com as áreas de negócio e a visão precisa na hora de adotar novidades.
A Tortuga, por exemplo, que aparece como segunda colocada na categoria e em 12ª no ranking geral, vem passando por uma mudança na base tecnológica. A empresa passou o ano de 2010 vivendo a experiência da mobilidade. Os cerca de seis mil pedidos mensais enviados por representantes comerciais, que eram feitos em fax e papel, foram digitalizados nos smartphones desses profissionais. A solução foi tão bem aceita que a TI decidiu usar as mesmas facilidades para o CRM. “Nosso foco é captar as informações dos clientes para transformar esse dia a dia em conhecimento”, aponta o gerente de TI, Valdemir Raymundo.
A digitalização desses processos criou o ambiente para a empresa avançar ainda mais na tecnologia. Em 2011, a Tortuga implantou um aplicativo de escritório virtual. Setecentos gerentes e promotores da empresa têm acesso a informações sobre clientes e procedimentos em qualquer lugar e a qualquer hora. Isso trouxe rapidez e controle para esses profissionais. Nos planos da companhia ainda surgem virtualização, videoconferência e VoIP. “Demos portabilidade para o negócio e a TI foi peça fundamental para esse avanço seguir”, diz o executivo.
A TI da Tortuga conta com 32 pessoas, sendo que duas são exclusivas para pensar inovação. A empresa lida com 16 projetos novos por ano. O cronograma e as métricas são compartilhados pelas áreas de negócio que geraram a demanda. Para manter o fôlego, a empresa destina 1,5% do faturamento para a TI.
Eliminando barreiras
Na Citrovita, a inovação tem acompanhado o crescimento da empresa nos últimos três anos. A produtora de suco de laranja concentrado acompanha a expansão do agronegócio brasileiro e o aumento da demanda com o aquecimento das exportações e do mercado nacional. Mas para manter a competitividade, a companhia tem se dedicado a eliminar gargalos que impedem a produtividade maior.
Uma dessas barreiras ao crescimento foi eliminada com a ajuda da TI e, talvez por iniciativas assim, que refletem diretamente no produto final, a companhia venceu a categoria Agropecuária e está entre as dez primeiras do ranking geral. A área ajudou, por exemplo, a melhorar a qualidade da laranja que entra na fábrica. Esse insumo é responsável por 70% do custo do produto final e se algo não estiver em conformidade toda a cadeia produtiva é afetada. “Trabalhamos a agricultura de precisão para melhorar isso”, comenta o gerente de TI, Humberto Shida.
A área de tecnologia adotou uma solução que mistura computadores de bordo, GPS e integração com o ERP para inovar o modo como é feita a pulverização nas plantações. “Atualmente, isso é feito somente onde é preciso aplicar o produto. Antes, era feito em grandes porções das fazendas”, explica Shida. Com isso, conseguiu-se maior produtividade e eliminação de custos.
A TI também ajudou na solução biométrica usada na colheita. Cerca de cinco mil funcionários possuem coletores que identificam o fruto ainda nas fazendas. Essa novidade tem contribuído para a diminuição dos riscos na produção e das fraudes. O maior controle proporcionou mais agilidade e produtividade.
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