O comércio tem sido um dos orgulhos do Brasil nos últimos anos. A inclusão de novos consumidores na classe média e o aumento da renda familiar é motivo para muitos economistas apontarem o País como uma potência promissora. Mas nada disso ocorreria se as empresas de atacado e varejo sustentassem seus negócios no modelo pré e-business. Esses setores sabem da importância da TI para os negócios e têm a inovação em seu DNA.
O atacadista Martins, segunda colocada na categoria Comércio atacadista e varejista de As 100+ Inovadoras no Uso da TI, é um exemplo disso. A inovação se transformou em um dos valores da empresa e a TI tem ajudado a companhia a ganhar competitividade nesses tempos de bons ventos para o comércio. A mobilidade alcança cinco mil funcionários da área de vendas e os handhelds começam a conviver com tablets. “Avaliamos o que é melhor para o negócio e, se houver adequação, adotamos”, comenta o diretor de TI, Flavio Silva.
O projeto piloto com o novo aparelho que começa a fazer parte da rotina das empresas foi iniciado após averiguação da viabilidade. O aparelho se mostrou útil, mas pesam dúvidas sobre a durabilidade e segurança. Mesmo assim, Silva crê que a decisão de adotar o tablet é inevitável para o atacadista e o parecer positivo só depende da escolha do modelo mais adequado. Esse é um retrato de como funciona a TI no Martins. Os passos são planejados para o sucesso.
A empresa vê na mobilidade uma plataforma para o aumento da competitividade e outros projetos com esse foco estão em desenvolvimento. Força de vendas e gestão de frota entraram no mundo móvel nos últimos meses. As soluções trouxeram maior controle e rastreabilidade de dados para a empresa.
Aposta em sugestões
Na ponta final que faz a interface com o consumidor, a Renner também adota a TI como impulso para a inovação. A estratégia foi definida há dois anos como forma de dar à empresa ganhos de competitividade em tempos de mercado aquecido e aumento da concorrência. Qualquer funcionário da rede pode dar idéias que melhorem o negócio.
As sugestões são coletadas numa plataforma Clarity. Desde a abertura do canal, 480 idéias foram enviadas. As que comprovaram a viabilidade e se transformaram em projeto são gerenciadas com transparência e os recursos e prazos acompanhados.
Uma das inovações foi o gerenciamento por exceção que permite que se tenha foco naquilo que é fora da rotina e causa impacto no negócio. “Em um dos casos, foi descoberto que uma loja não estava com volume de vendas de meias adequado. Pela gestão por exceção, foi definida uma ação que reverteu isso”, explica o diretor de tecnologia e gestão, Leandro Balbinot.
Outra sugestão, desta vez dada por um gerente de loja, foi a disseminação das informações sobre o estoque das unidades. Isso deu mais autonomia para o vendedor adequar a necessidade do cliente à oferta existente.
Para Balbinot, esse é o caminho para o comércio nos próximos anos. “A tecnologia deve alavancar os ganhos em escala e não ser um gargalo para a empresa”, aponta o gestor.
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