IT Mídia
por Ana Lúcia Moura Fé | InformationWeek Brasil
100+ Inovadoras | 26 de setembro de 2011

Empresas de bens de consumo trabalham inovação de forma constante

Conhecimento profundo do negócio e projetos que geram impacto no produto final destacam companhias do segmento
crédito: Divulgação

As empresas do setor de bens de consumo, presença constante entre os dez primeiros colocados no ranking geral, repetiram a tendência este ano. O Grupo Mabel subiu cinco casas (para a 3ª colocação) e manteve-se firme na liderança do seu segmento, enquanto a Frimesa Cooperativa Central avançou entre suas iguais, passando de 5ª para 2ª mais inovadora da categoria, desempenho que lhe rendeu a 7ª posição na lista geral. Esses movimentos são um bom sinal, considerando os grandes desafios que o setor enfrenta quando se trata de inovar processos essenciais, como logística e gestão industrial.

Na Frimesa, empresa com previsão de faturar este ano em torno de R$ 1 bilhão com venda de carnes e leite, os custos e a gestão industrial receberam atenção especial da equipe de TI. Os avanços nessa área destacam a companhia em seu segmento, na avaliação do gerente de informática Irajá Curts. Por meio de tecnologia Oracle, os gestores da empresa hoje não apenas controlam e otimizam processos, como também enxergam gargalos em tempo hábil para ações corretivas, inclusive no âmbito estratégico. ”O que temos é algo inovador no segmento e pioneiro no mercado de carnes na América Latina”, afirma Curts.

À frente de 20 projetos simultâneos por ano, em média, Curts destaca o empenho da companhia na consolidação e virtualização de servidores e nas ações de automação que permitem a rastreabilidade de produtos em todo o seu trajeto, do campo ao consumidor final. Ele diz que, para fomentar a inovação, a TI tem buscado mais aproximação com a academia. “Em breve teremos aqui recursos de universidades trabalhando em projetos oriundos da academia”, informa o gestor, cujo orçamento gira entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões, sendo 30% destinado à inovação.

Crescimento acelerado

Por sua vez, a terceira colocada do seu grupo, a Pif Paf Alimentos, especializada nos segmentos de aves, suínos, massas congeladas e bebidas, enfrenta o desafio de inovar em cenário de expansão acelerada, com faturamento beirando R$ 1 bilhão este ano – era R$ 280 milhões em 2002. “Tivemos de agir para a TI não ser atropelada”, diz o CIO Antonio Augusto Carelli Filho. Com 20 anos de casa, ele tem a seu favor o profundo conhecimento do negócio, orçamento de TI crescente e o comando de um departamento com status formal de agente de inovação.

A ênfase do seu time hoje está no e-commerce, que exigiu muita inteligência de negócio, tendo em vista que soluções padrão não cobrem as necessidades específicas da empresa. “Nossa venda baseia-se em previsão de produção. Não dá para ter estoque específico para várias semanas – premissa das lojas eletrônicas convencionais –, pelo alto custo que representa resfriar e manter produtos congelados”, explica o gestor.

O esforço resultou em solução que disponibiliza produtos para o site independentemente do centro de distribuição em que estejam. “Distribuir congelados não é novidade em grandes cidades, mas desconheço indústria do setor que viabilize produtos de forma pulverizada para pessoas físicas ou jurídicas, envolvendo grande complexidade logística, grande cadeia de fornecimento e cobrindo cidades e interior”, diz o CIO.

A Pif Paf tem grandes redes varejistas na sua base de clientes, mas sua estratégia comercial é de pulverização, focada em pequenos negócios. “A demanda por eficiência na gestão logística e operacional é maior quando estão envolvidos 50 mil clientes ativos e até 10 mil pedidos por dia. Nesse contexto, TI inovadora é vital para automatizar tudo o que puder ser automatizado”, diz o CIO.

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