A construtora Andrade Gutierrez, que atua nas áreas de engenharia e construção, concessões, telecomunicações, geração de energia, fundos de investimento e serviços de saúde, decidiu que este é o ano de quebrar paradigmas quanto a reuniões e comunicações remotas entre seus profissionais e com clientes. Até dezembro, tablets e iPhones poderão ser usados na empresa para videoconferências. No momento, esses dispositivos já permitem acesso a sistemas internos e comunicação de voz e imagem. Ligações telefônicas são feitas em qualquer parte do mundo por meio da internet, ao custo de uma chamada local. Esse projeto de mobilidade é apenas um dos fatores que renderam à Andrade Gutierrez o quinto título de campeã da categoria Construção e Material de Construção de As 100+ Inovadoras No Uso da TI, e a sexta posição no ranking geral.
A CIO do conglomerado, Cibele Fonseca, calcula que o uso de infraestrutura própria reduz em até 25% os custos de telefonia fixa e móvel e promove drástico enxugamento de despesas com viagens, além de agilizar tomadas de decisão. A onda de inovação promovida pelo programa de convergência tecnológica envolveu troca de todo o parque de telefonia, para uso do ambiente IP, e ampliação da capacidade de links. “É um dos nossos maiores projetos de TI hoje. Não há nada similar no Brasil e no ramo de construção e material de construção”, assegura a executiva, que destaca o alto nível de segurança da informação alcançado pela iniciativa.
Composta por 50 pessoas, a equipe de TI da Andrade Gutierrez conta com auxílio específico de uma equipe montada para julgar e comparar novas tecnologias, verificando aderência ao negócio. A CIO segue um plano anual para projetar novos investimentos. “Tudo que envolve tablets e redes sociais está sendo avaliado este ano”, exemplifica Cibele, que acumula outros desafios de grande envergadura, como a preparação de infraestrutura da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará. “É uma obra que requer muita inovação e duplica nossa capacidade de usuários. Estamos levando até antena de telecomunicação, porque não há tecnologia lá”, comenta.
De olho no crescimento
Na Votorantim Cimentos, vice-líder no segmento, o ano de 2011 está marcado por ajustes de infraestrutura em decorrência do plano de expansão que consumirá R$ 2,2 bilhões (valor que inclui investimentos em TI). De acordo com o CIO Álvaro Mello, a empresa deverá produzir em 2012 cerca de 30 milhões de toneladas de cimento. “É a maior das ondas de expansão na história da empresa, e a TI precisa estar no mesmo ritmo”, diz o gestor, que lidera 22 profissionais.
Mello está à frente de um leque de iniciativas com diferentes níveis de inovação. “Das 61 sugestões apresentadas ano passado, nove estão em execução”, informa, ao eleger o projeto de otimização logística como destaque. “É um dos maiores volumes de investimentos que temos este ano, com impacto direto no EBITDA, porque melhora alocações, reduz custos de produção e aumenta margem na venda”, calcula o CIO.
Ele explica que a ferramenta analítica altera o planejamento tático, definindo onde a companhia deve fazer alocações de insumos, onde produzir e a partir de qual site entregar o produto ao cliente, entre outras decisões. “Isso não é trivial, considerando que temos 30 fábricas e mais de 60 centros de distribuição.” A TI da companhia aplica um processo de priorização de projetos que leva em conta alinhamento estratégico, complexidade e benefícios.
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