O segmento de holding de As 100+ Inovadoras no Uso da TI pode ser uma antecipação do futuro da TI nos próximos anos. Muitos especialistas alertam para o enxugamento dessa área, ao mesmo tempo em que novas responsabilidades mais focadas nos ganhos do negócio surgem. Esse aparente conflito tem sido resolvido nessas empresas com extrema terceirização da rotina operacional e adoção de práticas modernas de gestão.
Na Votorantim Holding, vencedora da categoria o uso de CobiT, certificação SAS 70, balance scored card (BSC), PMI e outras técnicas consolidadas de planejamento e gerência transformaram a TI numa área em busca permanente pela melhoria contínua do negócio. “Damos diretrizes para as demais unidades de negócio e controlamos os processos padronizados”, diz o diretor corporativo de TI, Fabio Faria. A melhor métrica para identificar se essa estratégia é ou não sucesso está no ranking das 100+. Várias empresas do grupo Votorantim estão entre as melhores de seus setores.
O objetivo de entender os benefícios da tecnologia sem fazer uso da linguagem ténica tem rendido outros bons frutos. Em 2011, o processo de inovação da holding, que cria um fórum de discussões com as outras unidades, criou o frete eletrônico para a Votorantim Cimentos. O projeto aproveitou a infraestrutura de TI existente e a oferta de parceiros para automatizar e digitalizar o controle e as informações sobre carga e transporte.
A empresa conseguiu controlar a remuneração total de transporte (frete, diesel, pedágio, serviços), eliminar a utilização de dinheiro em espécie, trouxe ganhos fiscais e integração dos processos contábeis, financeiros, fiscais e logísticos. O sucesso pode, eventualmente, ser aplicado em outras unidades. “É uma mudança no foco. O que nasceu como Processo de Inovação foi rebatizado para Processo de Diferenciação de Negócios. Isso porque a TI não se limita a ser operacional”, aponta Faria.
Foco em diretrizes
Na Camargo Corrêa, outro destaque setorial do ranking, a TI é uma área de inteligência estratégica e diretrizes globais. Manutenção, help-desk e preocupações com atualizações não fazem parte da rotina da área. Tudo isso está na mão de terceiros. As unidades têm independência para as soluções, mas quem define as diretrizes é a holding.
Essa formatação é perfeita para uma empresa que tem participação em companhias em diversas atividades, passando por construção, cimento, mercado imobiliário e chega até em produtos de consumo final como a Alpargatas.
Esse posicionamento deixa a empresa pronta para inovar. Ao aderir à computação em nuvem, por exemplo, a TI corporativa oferece a oito mil funcionários a possibilidade de trocar informações e colaborar por meio das facilidades de cloud computing. E-mail, vídeo e conferência sem consumo de recursos locais já são rotina na Camargo Corrêa.
Essa nova cultura, que é uma das tendências em TI, foi absorvida de forma exponencial. No último ano foram criados 80 portais colaborativos, de diversos assuntos, nos quais os funcionários procuram soluções para a empresa inovar. “O volume de interação pagou o custo do projeto”, aponta o diretor corporativo de TI, Ricardo Castro.
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