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A repercussão sobre a morte de um dos principais nomes do mundo da tecnologia continua forte na mídia norte-americana. A rede de televisão CNN, por exemplo, está com repórteres posicionados em pontos estratégicos, como Wall Street, Cupertino (onde está a sede da Apple), Washington e Nova York e todos os profissionais trazem a todo instante um posicionamento sobre como o mercado reage a este fato. Nos jornais, especiais de todos os tipos são encontrados. E chama a atenção, em meio a tanta informação, o fato de, apenas em seu nome, Steve Jobs ter tido 313 patentes registradas.
O homem que revolucionou a indústria do telefone ao trazer um aparelho touch screen e com apenas um botão, promoveu grandes mudanças nos segmentos de publicações digitais, computação pessoal, música, cinema (com a Pixar) e, mais recentemente, com os tablets, algo que outras empresas tentaram fazer vingar no passado, mas sem sucesso.
No caso da interface gráfica de usuário, cuja criação è atribuída a pesquisadores da Xerox, a popularização veio com o trabalho de Jobs, com o Macintosh, o executivo trouxe a primeira máquina pensada em formato e funcionalidade, quando todos os computadores seguiam linhas similares. Promovendo design alinhado à facilidade de uso, o iMac trazia tudo embutido, naquilo que hoje conhecemos por all-in-one.
A própria tela sensível ao toque está muito ligada ao executivo. Ele patenteou um tela dessas que poderia responder a comandos dos usuários a partir da ponta dos dedos, antes mesmo de existir tal produto. Hoje, isso está disseminado, inclusive no ambiente corporativo. Em qualquer conferência, é fácil encontrar todo C-level com seus tablets e smartphones acompanhando resultados das empresas ou tomando notas de informações que julgam interessantes.
O homem das 313 patentes deixa, além do seu legado, pensamento voltado ao design e funcionalidades, a lição de que ser inovador não está apenas ligado à invenção ou à uma grande descoberta, mas em como você aplica o uso de determinada tecnologia. Ele, por exemplo, pode não ter inventado a interface gráfica de usuário, mas soube com seu talento e visão tornar a tecnologia popular.
Talvez por sua capacidade de pensar além é que sua morte cause tanto alvoroço no mercado e provoque reações de pessoas, executivos e governantes. O presidente dos Estados Unidos, na quarta-feira (05/10) mesmo, enviou mensagem de pesar e engrandecendo Jobs por criar e liderar uma das empresas de maior sucesso no mundo. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, o eterno rival Bill Gates, cofundador da Microsoft, Larry Page, do Google, entre tantos outros, ampliam a lista dos que enviaram suas condolências exaltando a mente criativa de Steve Jobs.