PL dos Cibercrimes é falho e pouco deve mudar o cenário corporativo
Cultura e identidade são fundamentais em inovação colaborativa
O hardware open source é a próxima grande sacada da TI corporativa?
5 maneiras de construir uma equipe de TI mais forte
CIO: exija do provedor um SLA completo em cloud
CIOs híbridos: o futuro da TI?
Abertas as inscrições para o prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI
CIO é essencial para adoção de cloud, afirma Locaweb
Brasília disponibiliza serviço de internet gratuito em pontos de ônibus
Exército Brasileiro inicia teste em rede 4G
CIO tem dupla função: TI não basta?
Ferramentas de gestão de cloud: três pontos de alerta
A virtualização revolucionou o data center, melhorou o uso, a eficiência e a confiabilidade da TI, mas esse progresso foi obstruído pela ineficiência das redes. O sistema de redes definidas por software (SDN, da sigla em inglês), consideradas como alternativa as redes legadas, transfere a inteligência de interruptores e roteadores para um software rodando em um servidor que escolhe como aplicações determinam regras e enviam pacotes de dados.
Em evento realizado na Universidade de Stanford, nos Estado Unidos, acadêmicos e fornecedores de equipamento de rede discutiram o OpenFlow, o padrão emergente de como SDNs poderiam funcionar.
Em um ambiente virtualizado, as máquinas virtuais (VMs, da sigla em inglês) podem ser criadas em pouco tempo e com ordem de trabalho que permita movê-las de um servidor físico para outro, conforme necessidade, mas a internet ou redes TCP-IP podem limitar essa flexibilidade devido às configurações de cada roteador ou switch.
Da mesma forma que a virtualização do servidor abstrai o sistema operacional e a VM do servidor físico, o OpenFlow baseado em SDN resume a rede com o “plano de controle” do hardware físico, explica Guru Parulkar, da Stanford. O plano de controle é a série de instruções que orienta como os pacotes são gerenciados na rede.
“Com OpenFlow e SDN, a promessa é que a interface da rede também amadureça até o ponto que você possa usá-la de modo simples, para quando estiver provisionando uma aplicação ou serviço, ser capaz de criar rede virtual com suas próprias especificações”, comentou Parulkar.
Assim como os gigantes da indústria, como Cisco e HP, a conferência também contou com iniciantes como Big Switch Networks, que está desenvolvendo produtos com base em OpenFlow e Arista Networks, cuja rede tecnológica é usada em alguns ambientes de computação de alto desempenho.
Ken Duda, fundador e CTO da Arista, disse que uma rede típica com 400 switches, 2 mil sub-redes de IP, 1,6 mil links de trânsito e múltiplas configurações diferentes é muito complexo, difícil de gerir e maximizar os benefícios da virtualização.
“Esta arquitetura é feita apenas sob encomenda para alguns tipos de controle central automatizado de provisionamento. Este cenário é viável com os interruptores atuais”, lembrou Duda. Ainda existe um debate a respeito do quanto é uma virada de jogo a adoção de SDN, porque ela substituiu a configuração feita por switches e roteadores, e, é visto como uma ameaça competitiva para a Cisco, cujo equipamento tem um alto custo para os clientes e uma margem de lucro saudável para a companhia. Mas a Cisco está ciente de como reagir ao que está por vir e é membro da fundação OpenFlow, que apoia o desenvolvimento do padrão.
Charles Clark, diretor de pesquisa em redes de negócios da HP, disse que prefere algum tipo de interruptor híbrido que tem sua própria configuração, mas também pode ser controlado pelo SDN. Sua justificativa é que o administrador LAN do campus “não vai tolerar uma atualização forçada e não vão substituir todos os equipamentos”.