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De modo geral, as ofertas de gerenciamento de TI baseadas em SaaS podem ser divididas em duas categorias: híbrida e pura. Os sistemas híbridos normalmente exigem que algum tipo de receptor virtual ou físico, ou mesmo um agente de software, seja implantado no cliente. Os receptores coletam dados como configurações de dispositivos e topografia de rede.
Por exemplo, serviços SaaS para TI, de fornecedores como AccelOps ou GoToManage, utilizam dispositivos locais para coletar dados de sistemas de hardware e software, comprimir e transmitir, com segurança, informações sobre operações locais para os data centers (DC) gerenciados pelo fornecedor.
Nos DCs, os fornecedores oferecem monitoramento de aplicativo, processamento de dados operacionais e armazenamento de dados. Os administradores de TI acessam um portal web para verificar status, executar relatórios e configurar painéis operacionais.
Com a oferta de SaaS puro, o fornecedor coleta dados de TI remotamente. Isso exige que o cliente abra o firewall para que dispositivos de rede e computadores possam ser scaneados. O SAManage é um exemplo de fornecedor de SaaS puro.
A abordagem híbrida é a mais comum porque poucas políticas de segurança corporativa permitem interrogação externa de sistemas internos. Além disso, software de gerenciamento de TI geralmente exige acesso administrativo à rede e a computadores, para informações mais detalhas sobre esses sistemas. A maioria das organizações de TI não fica muito confortável com isso. Ter ferramenta física ou virtual por trás do firewall, e sob o controle da TI, é muito mais agradável.
Enquanto o modelo híbrido transfere armazenamento e outras exigências ao fornecedor, você ainda é responsável pela manutenção do receptor e por garantir que os dados sejam coletados apropriadamente.
Assim como acontece com outros serviços, o gerenciamento de TI baseado em SaaS exige pouco investimento e é mais fácil de implantar do que software local. Isso conta muito, já que 70% dos nossos entrevistados disseram que o custo é a principal preocupação nas suítes de gerenciamento corporativas, mais que o dobro de entrevistados que citou dificuldades de implantação (31%). E licença de software é só a ponta do iceberg. Tem também manutenção e suporte, que totalizam 20% do preço de compra, e administradores para manter o sistema rodando, realizar reparos e outras tarefas.
Com SaaS, o preço de assinaturas reduz o desembolso de capital, e o fornecedor tem a responsabilidade de manter o software e a infraestrutura que suporta o serviço. E não é necessário abrir mão de funções para ter esses benefícios com custo e implantação. Dependendo do provedor, você pode conseguir uma suíte completa de capacidades, incluindo gerenciamento de mudanças e recursos, monitoramento de falhas e desempenho, CMDBs e mais. Melhor do que isso, em muitos casos, essas funções são componentes holísticos do código base do fornecedor, ao contrário de muitos produtos locais com capacidades atreladas de outros fornecedores – geralmente com resultados diversos.
Serviços online também podem ser usados para preencher lacunas na caixa de ferramentas de gerenciamento de uma empresa. Talvez você não queira executar aplicativo de gerenciamento de desempenho na nuvem, mas uma ferramenta online, que rastreia recursos de TI e suas configurações, pode cair como uma luva. Para os que ficarem em cima do muro, fornecedores SaaS oferecerem projetos-piloto gratuitos. Aproveite para experimentar.
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