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Vitor Cavalcanti Vitor Cavalcanti
De olho no processo | 3 de janeiro de 2012

TI da AGCO investe em excelência de processo

Como explica Waleska Gonzalez, gerente de global service desk da empresa, com ferramenta de apoio departamento quer espécie de ERP da TI para fazer lição de casa

Tudo começou com uma ferramenta para melhor organizar o service desk há cerca de oito anos. A solução, entretanto, extrapolou a fronteira da TI e passou a atender também a área de pós-venda da companhia e, neste ano, deve suportar uma parte da engenharia, por meio do projeto Source. A base disso tudo, como frisa Waleska Gonzalez, gerente de global service desk da AGCO, fabricante de equipamentos agrícolas, é o processo.

A ferramenta em questão é o Qualitor, da Constat, provedora de TI localizada no Rio Grande do Sul. A plataforma, que teve sua origem em service desk, prezando sempre pelas melhores práticas, organização da informação e provendo mais inteligência ao sempre criticado serviço de suporte, tem se desenvolvido ao longo dos anos e conta até com módulos de business intelligence. Na AGCO, um dos clientes mais antigos da Constat, essa evolução tem sido acompanhada de perto e pode, inclusive, render novos frutos num futuro próximo.

Com vistas a padronizar o service desk, até para que o usuário não sinta diferença quando for um profissional do Brasil ou de outro site prestando atendimento, é possível que seja eleita uma ferramenta de suporte global. E o Qualitor tem chances, como diz Waleska. “É possível, mas tem que respeitar alguns critérios. Existem premissas que serão observadas. Tem potencial para expandir. A maneira como a ferramenta se desenvolve, vai para um padrão de atendimento global. Queremos algo que suporte todos os processos e funcione como um ERP de TI.”

Waleska acredita que é preciso mudar a forma de gerenciamento. Ela lembra que, atualmente, cada área de TI tem seus processos e ferramentas de apoio. “Trabalhamos muito bem fazendo esse apoio e estimulando as áreas de negócio a fazer essa integração e agora sentimos a necessidade de a TI ter seu próprio ERP, fazer a lição de casa, usar conhecimento e ganhar em cima disso”, avalia. “Processo é a base de tudo, começa por ele. Não tem como ser diferente. Não é colocar a mesma ferramenta para todos os lugares e achar que vai funcionar”, defende, ao acrescentar que, case o Qualitor vire a opção global, pode ser que haja até alguma alteração na cara da solução.

Entre as vantagens apontadas pela profissional está a flexibilidade e facilidade de acesso às informações. “Não tenho amarras para conseguir informações. Não precisa ser expert ou depender da Constat. A não ser para algo bem específico. Consigo ter todos os dados, gerar reports e customizar área de trabalho sem depender do fornecedor. É importante essa liberdade de manipular, até porque informação é nossa”, valida.

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