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Thaia Duó Thaia Duó
Consumerização | 23 de janeiro de 2012

BYOD: seus dados corporativos estão bem protegidos?

Tendência de funcionários que levam para as empresas tablets e smartphones é desafio para as empresas que aderiram ao programa “traga o seu próprio dispositivo”, avalia o presidente da Akcela
crédito: ThinkPhoto

Os gerentes de TI precisam enfrentar um grande desafio: lidar com a tendência de funcionários que levam para as empresas tablets e smartphones e utilizam os aparelhos com a rede corporativa. O programa “traga o seu próprio dispositivo” (Byod, da sigla em inglês) pode ser uma grande armadilha para as empresas que ainda não estão prontas o suficiente para verificar, de forma eficiente, se o uso dos dados corporativos está sendo feito de maneira que não prejudique as redes e a imagem da marca.

Informações sensíveis estarão sendo sincronizadas e acessadas por aparelhos pessoais de qualquer lugar a qualquer hora adicionando um ponto de vulnerabilidade preocupante e ameaçador, segundo Sérgio Fabossi, presidente da Akcela, empresa focada na prestação de serviços e venda de soluções nas áreas de application delivery.

“Será que as empresas brasileiras estão prontas para isso? Sem gerenciamento e controle, estes aparelhos podem deixar de ser um aliado aos profissionais e se tornarem um pesadelo. É preciso planejar, criar políticas e utilizar uma solução de gerenciamento específica para este fim”, avalia. Impor políticas para fazer bom uso da tecnologia é a melhor forma do Byond não se tornar uma ameaça para a rede corporativa.

As soluções de Mobile Device Management (MDM) ganharam importância neste cenário com a proposta de prover controle e gerenciamento para que iPhones, iPads, Androids e outros dispositivo móveis deixem de ser uma intimidação e sejam ferramentas poderosas de trabalho para profissionais.

Em caso de perda ou roubo do aparelho, a solução permite apagar remotamente os dados contidos no dispositivo, que primeiramente será bloqueado. Isso é o mínimo de segurança que as empresas precisam ter, reforça o executivo. “A companhia necessita estar certa de que os dados corporativos em centenas de smartphones e tablets de funcionários estão protegidos. É necessário ter condições de controle sobre os dispositivos e obrigar os usuários a criarem senhas de acesso”. Outros problemas são os vírus que vem por meio da difusão da tecnologia e que devem ser observados. “As companhias não têm como fugir da solução de ferramenta MDM pra controlar esse parque.”

Mas as dicas de segurança não param por aí: definir que tipos de aplicativos poderão rodar nos aparelhos, apontar desvios em relação à política de segurança da empresa, gerar relatórios variados e manter controle de inventário. Para Fabossi, essas são sem dúvida uma grande ajuda para os gestores de segurança e TI.

Mudança de cenário

Poucos anos atrás, empresas executivas precisam de informações o tempo todo e para suprir essa necessidade usavam aparelhos BlackBerry. Logo mais o cenário mudou com a chegada do iPhone, da Apple. A partir de então, o uso do smartphone começou a ser proliferado com usuários finais e corporativos. “O apelo foi enorme. Depois chegou ao mercado o Android, que também transformou o cenário e, hoje, no mercado mundial, representa 50% de market share”, destaca Sérgio Fabossi.

Depois dos smartphones é a vez dos tablets assumirem o palco da tecnologia. O sucesso de vendas, de acordo com o executivo, gerou a chegada desses equipamentos em grande escala dentro das corporações. “Os executivos traziam do exterior para dentro da empresa e, claro, solicitavam para o departamento de TI a configuração de seu email no dispositivo. As organizações não demoraram a perceber como isso pode ser positivo pra ajudar a equipe de vendas. A tecnologia está muito madura, o tablet já tem condições de fazer o que antes só poderia ser feito por computador. O único ponto de preocupação é o quão as companhias estão protegendo seus dados sensíveis.”

O número de tablets deve chegar a um milhão de unidades vendidas somente em 2012, segundo dados da IDC. Pesquisa realizada com 2 mil consumidores brasileiros revelou, ainda, que 17% dos entrevistados têm interesse em adquirir um tablet nos próximos 12 meses. Outro dado interessante vem dos Estados Unidos. De acordo com um relatório da Forrester Research, 60% das empresas estão aderindo (ou já em fase final de adesão) ao BYOD nos EUA.

“No ano passado, a Amazon vendeu cerca de 1 milhão de tablets por semana, é um numero altíssimo. Também está disponível no mercado outras opções como Apple, Android do Google – que tem aparelhos mais acessíveis. E ainda, as operadoras estão barateando o custo mensal de pacote de dados para esse tipo de device e o valor do aparelho já não é algo tão assustador”, conclui Sérgio Fabossi.

  • Joyce

    os da escola tanbem assesan a tecnologia?

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