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Depois de um ataque lançado contra o serviço de internet banking do banco Itaú, o grupo Anonymous segue com sua promessa de atacar outras instituições financeiras. Pelo Twitter @AntiSecBrTeam, o grupo diz que a vítima da vez é o Bradesco. Em conversa com a InformationWeek Brasil, Leandro Bissoli, especialista em direito digital e sócio do escritório Patrícia Peck Pinheiro, diz que, embora as ações não tenham promovido invasões de sistemas, é preciso que os clientes fiquem em alerta.
“Os eventos realizados por estes grupos são considerados ataques e não invasões aos sistemas financeiros”, comenta Bissoli. “De todo modo, é importante sempre o cliente acompanhar a movimentação em sua conta corrente”, aconselha.
Questionado sobre se o aumento da relevância do Brasil no cenário global seria um chamariz para elevação na quantidade de ataques, o advogado concordou. Mas faz uma ressalva: “estes últimos ataques foram realizados por grupos internos que buscam, através de um modo não apropriado, expor as suas ideias e reivindicações. Utilizam estes métodos para repercutir suas ações na mídia e na sociedade de modo geral.” Tal explicação, serve, também, para diferenciar esse tipo de ação daquilo que se chama de cibercrime, ou seja, invasões com intuito de roubo de dados ou transferência de recursos.
O investimento em TI e, consequentemente, em segurança da informação por parte das instituições financeiras, tradicionalmente, é grande, tanto é que são clientes altamente cobiçados pelos fornecedores de tecnologia. Bissoli avalia que, de forma geral, a aplicação de recursos tem sido adequada, e que, se as instituições têm sido capazes de manter suas infraestruturas atualizadas, estão preparadas para esses tipos de ataques.
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