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por InformationWeek Brasil
Segurança | 31 de janeiro de 2012

Estudo aponta que Brasil não está bem preparado para ataques cibernéticos

Documento sugere ainda algumas recomendações para segurança de ataques hackers. "Os três principais objetivos que precisam ser alcançados são a confiabilidade, integração e disponibilidade em doses diferentes", diz estudo
crédito: ThinkPhoto

Um estudo realizado pela McAfee aponta que o Brasil está entre os países menos preparados para ataques cibernéticos em um ranking de 23 nações, ganhando apenas do México. O país teve nota 2,5, enquanto os mais bem colocados conquistaram nota 4,5. São eles: Israel, Finlândia e Suécia.

Dividido por capítulos, o estudo cita na parte que remete ao Brasil que “a infraestrutura e tecnologia (de segurança cibernética) na América Latina e Caribe tende a estar desatualizada”. E ainda, o texto afirma que “até agora, a corrupção policial e a falta de legislação para combater crimes cibernéticos constituem o calcanhar de Aquiles do Brasil. Ciberataques contra usuários (de sites de bancos) estão acima da média mundial.”

De acordo com o estudo, Raphael Mandarino, diretor do departamento de segurança da informação e comunicação do Brasil, confirma que é preciso reestruturar o comando de defesa do país.

Veja quais são as recomendações da McAfee para segurança de ataques hackers:

- Novos problemas e oportunidades criadas pelo uso dos smartphones e cloud computing devem ser examinados. Nuvem precisa de uma arquitetura apropriada para arquivar o nível de segurança;

- Construa confiança entre as partes interessadas da indústria e do governo através da criação de uma organização para compartilhar informações e melhores práticas;

- Trabalhe para aumentar a consciência pública de como as pessoas devem proteger os seus próprios dados da internet e promova treinamento de cybersegurança;

- Priorize a proteção das informações. Os três principais objetivos que precisam ser alcançados são a confiabilidade, integração e disponibilidade em doses diferentes, de acordo com a situação;

- Considere estabelecer medidas de confiança como uma alternativa ou pelo menos como uma medida paliativa;

- Melhore a comunicação entre as várias comunidades a partir de decisores políticos e especialistas tecnológicos, tanto no nível nacional quanto internacional;

- Melhore suas capacidades de atribuição, investindo em novas tecnologias e estabelecendo regras e normas;

- Siga o modelo holandês. Faça melhores parcerias público-privadas em segurança na internet;

- Apesar dos muitos obstáculos práticos no caminho da transparência,tanto para empresas privadas quanto para os governos, encontre formas de estabelecer garantias – ou confiança – por meio do uso de mecanismos e processos de segurança;

– Passe a bola para frente e incentive a integração de cyber em processos e estruturas existentes.

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