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Muito se tem discutido a questão da segurança da informação dentro das empresas, seja por conduta dolosa ou culposa dos colaboradores, que acabam praticando crimes de concorrência desleal, por violação de dados entre outros.
Ataques aos sites do governo têm ocorrido recentemente, assim como às instituições financeiras, sendo em sua maioria ataques ilícitos. “Essa é a sorte do Brasil, que precisa apenas ajustar alguns detalhes sobre conscientização dos usuários da internet”, considera Rony Vainzof, sócio do Opice Blum Adovogados Associados. Com base nisto, a atual preocupação das empresas é criar políticas de uso, consideradas de extrema importância por estabelecer normas e conscientizar os colaboradores.
Anos atrás, poucas pessoas tinham acesso à internet, hoje a maioria é provida de dispositivos e aplicativos, o que torna a ameaça ainda maior. Por isso, Kalinka Castelo Branco, responsável pela Academia USP de São Carlos, acredita que a conscientização tem que ser o passo principal do mundo corporativo. “Não basta apenas conhecer determinada ferramenta capaz de prevenir riscos e ataques é preciso ser consciente e essa postura vem de berço. Afinal, a gente prove algo agora e nos próximos cinco minutos já tem alguém querendo quebrar nossa ideia”, relata.
Kalinka reforça ainda que, além disso, as empresas devem considerar os seus próprios funcionários uma ameaça. “Colaboradores insatisfeitos significam perigo. Por isso é de extrema relevância ter programas de incentivo, por exemplo”, afirma.
Prover profissionais é uma das metas da Academia USP, que classifica o Brasil como aquém no que diz respeito à preocupação com a segurança da informação e gestão de risco.
Um dos motivos, segundo Kalinka, pode ser o fato de as organizações investirem pouco em Recursos Humanos. Para ela, apenas comprar um software não vai mudar em nada, é preciso se preocupar com tudo que esta “a nossa volta”. Recentemente, o exército anunciou investimento de R$ 6 milhões em segurança e guerra digital, considerado pouco, segundo a executiva.
“As pessoas precisam entender que a guerra cibernética não está chegando, ela já chegou. As empresas ficam muito fechadas no mundo delas e não conseguem evoluir enquanto os hackers se articulam com facilidade. Parcerias podem ajudar na luta para reverter o cenário”, conclui.