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Acompanhar todas as ameaças cibernéticas às empresas é uma das importantes ações que devem ser feitas para se ter acesso aos riscos e as vulnerabilidades. Mais do que isso, é necessário estudar o que está por trás das soluções. Hoje, a principal ameaça é os zero days, por serem real e sem nenhuma correção conhecida para esse tipo de ataque, avalia Nilson Rocha Viana, chefe do departamento de Segurança da Informação Digital da Diretoria Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha.
“Não tem como fazer segurança cibernética se toda a sociedade não estiver reunida num processo de parceria e sem se atentar para as ameaças que rondam as organizações”, comenta Viana.
A preocupação não é realidade apenas no Brasil, que teve sua segurança questionada após divulgação de um estudo sobre segurança, realizado com 23 nações, onde o país fica à frente apenas do México. Os Estados Unidos também têm deixado claro a sua apreensão com os frequentes ataques. “A partir do momento que o presidente de um país com superpotência, que é os Estados Unidos, vem a público dizer que os seus cidadãos precisam atualizar seus softwares e máquinas é porque os US$ 7 bilhões investidos em TI foram perdidos por ciberataques”, declara Viana.
Nesta semana, uma conta do Twitter relacionada ao Anonymous afirmou que o grupo havia retirado do ar o site da CIA. O website teria permanecido inacessível por várias horas após o ataque,que parecia ser uma negação de serviço distribuída (DDoS). O Anonymous já tinha o hábito de mirar o FBI às sextas-feiras.
Além disso, hackers anunciaram que tinham invadido o Census Bureau dos EUA e listaram os nomes das tabelas dos databases roubados. No mesmo dia, o site da Interpol também ficou fora do ar, embora o ataque não tenha sido obra do Anonymous.
E ainda, nos Estados Unidos, o FBI investiga os emails da governadora do Alaska, que tratava de assuntos pessoais através de emails corporativos. Recentemente, veio à tona que o governo Bush fazia o inverso, usava o email pessoal para resolver os problemas da Casa Branca. Erro considerado grande ameaça.
Para o especialista em direito digital Coriolano Camargo, isso mostra que o mundo está mudando.