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O mundo vem assistindo a diversas rupturas no campo tecnológicos que afetam, diretamente, vários segmentos da sociedade. Quando a análise é feita sob a óptica das verticais econômicas, energia, saúde e finanças estão entre os mais afetados. Em apresentação para um grupo de executivos reunidos durante o Ciab Day, em São Paulo, Tiago Monteiro, líder da A.T. Kearney no Brasil, destacou sete fenômenos que afetam ou vão afetar a vida das pessoas. A seguir, as tendências:
- Robótica
A interação entre robôs e humanos passa a ser realidade na cooperação e realização de determinados serviços. Para Monteiro, será comum o uso doméstico, em serviços público e privados, médicos e bem-estar geral.
“Essa era de robôs humanoides já é realidade, o Japão tem vários exemplos de equipamentos com inteligência artificial”, avalia o especialista. Outro exemplo que ele cita é a inserção de robôs como ferramenta de apoio à assistência, como concierge e segurança. “O Santander usa em sua sede o SIGA, que guia clientes e convidados a reuniões. Tem também com tecnologia desenvolvida pela NASA e está até no Brasil, dentro do Instituto Nacional do Câncer (INCA), com aplicações teleguiadas de cirurgia e precisão.”
- E-health
Hoje é possível encontrar diversos elementos para métricas esportivas em roupas, relógios e diversas outras coisas que podem melhorar vida do paciente. Tem a questão da implantação do chip para monitorar e liberar insulina de acordo com os níveis presentes no corpo, algo que já rendeu muitas discussões no passado. Outros dispositivos são retina artificial e a possibilidade de monitoramento do sono. “Tem ainda ouso de cloud em saúde eletrônica para monitorar e gerir as informações da melhor forma possível. Transmitindo dados do paciente para nuvem e acessar em diferentes pontas.”
- Mídia social e experiência usuário
Para Monteiro, há uma relação clara entre essas duas tendências. Antes, lembra o executivo, as experiências eram limitadas, hoje, em um minuto o cliente tem múltiplas interações em diferentes fontes de acesso, mudando comportamento e a forma como o consumidor vive a experiência no ato do consumo. O líder da A. T. Kearney entende que os aplicativos de redes sociais trouxeram essas mudanças de comportamento e até deixaram os consumidores um pouco mal acostumados.
“No Brasil isso é realidade. Em uso de aplicativo, apesar de economia emergente, o nível de uso é de país rico. As redes sociais impactam a experiência no ambiente digital e físico. A disponibilidade de opiniões instantâneas promove isso. Há diversas experiências em teste nesse sentido”, lembra.
- Ciberinteligência
Quando a atenção está neste ponto, Monteiro fala em duas vertentes: segurança e sobrevivência. Isso por envolver a integração da rede corporativa com a rede pública de internet e uma avaliação dos pontos que estão suscetíveis à invasão externa. “O aumento dos crimes eletrônicos tornam a cibersegurança essencial”, ressalta. Dados apresentados pelo executivo mostram que, de 2003 a 2010, o número de malwares cresceu 62%. Atualmente, o custo anual de crimes eletrônicos chega a US$ 114 bilhões. O mercado de cibersegurança deve atingir US$ 80 bilhões em 2015. “A parte física (da segurança) não é nova, biometria, íris, reconhecimento de voz, tudo já existe, o problema é a massificação. O objetivo é fazer o link entre dados pessoais e essas informações físicas. O mapeamento digital permitiria identificação rápida e eficaz.”
- Smartgrids
O Brasil já conta com alguns pilotos em andamento, mas ainda há muito para evoluir. Mas como informou Monteiro, existe uma proliferação de projetos. “E o futuro disso é tecnológico, das aplicações e gestão de dados que rodam nisso. É uma rede autorrecuperável, motiva consumidor, acomoda opções de geração e armazenamento e otimiza ativos; opera de forma mais eficiente”, avalia. Outro ponto fundamental do investimento em smartgrid é a possibilidade de monitoramento do consumo energético em tempo real e de minimizar o potencial de fraudes.
- Big data
Tiago Monteiro, da A. T. Kearney, lembra que o fenômeno já ocorre nos últimos quatro ou cinco anos e gira em torno da complexidade de gerir um volume e variedade de informações, aproveitando esse contingente de forma eficaz no processo de decisão das empresas. “Volume, velocidade, variedade e complexidade”, cita o executivo, como as principais características do big data. A tendência tem movimentado muito o mercado no desenvolvimento de novos algoritmos, ferramentas analíticas e virtualização de storage.
- Internet em todos os lugares
Trata-se de uma tendência há muito tempo anunciada e que, na visão de Monteiro, depende de três componentes: desenvolvimento das redes móveis, cloud computing e sua consolidação, o que democratiza aplicações e, finalmente, smartphones, que é peça fundamental no comportamento do consumidor.
“O problema é que tudo vai exigir muito das redes de comunicações e isso vem acompanhado de muito investimento e nem sempre o investimento em aumento capacidade de rede vale a pena”, avalia. “O atual modelo de negócio de internet não estimula provedores de conteúdo.”
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