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Há muito tempo a indústria de software corporativo recebe feedbacks de que seus produtos precisam de uma interface mais amigável e o mercado tem assistido a uma transformação desse ambiente nos últimos anos. Primeiro veio a Apple com o iPhone e a ideia de converter tudo em aplicativo e, depois, a explosão do Facebook, onde as pessoas passam horas e horas, fazendo a rede social se tornar um possível modelo para interfaces, ao menos no âmbito de softwares colaborativos. O fato é que as corporações vivem um dilema de integração de ambientes e precisam entregar um formato de trabalho que seja seguro e, ao mesmo tempo, amigável. É possível? Muitos dizem que sim, como o presidente da Infor Duncan Angove.
Ao abordar lançamentos e atualizações da companhia durante o Inforum, evento anual da empresa para usuários e clientes que neste ano acontece em Denver (EUA), Angove trouxe o tema da velocidade com a qual convivemos atualmente e como isso impacta processos, trabalho, vida pessoal e até a expectativa das pessoas em relação à tecnologia. “Acreditamos que a chave da competição não está apenas na escala, mas na velocidade”, pontua. “Precisamos, ao entregar aplicações e novos produtos, que a velocidade esteja no core da arquitetura.”
E quando fala em levar a velocidade para o core da arquitetura, o executivo faz a relação com a experiência do usuário, que precisa ser transformada no ambiente corporativo. Para ele, mudar é transformar de forma radical, tornando o trabalho mais rápido e melhor. “Beleza vem como competência, é preciso deixar os usuários trabalharem como vivem”, teoriza. “Nossa estratégia é entender a tecnologia e como o usuário interage com o mundo exterior e trazer isso para dentro das empresas”, ensina.
Antes dessa última afirmação, o executivo havia lançado o exemplo da experiência oferecida pelos sites de e-commerce. Nos primórdios, não era tão simples, os sites não eram bonitos e traziam pouco conteúdo multimídia. Já hoje, tomando a Amazon como exemplo, lembrou o executivo, você tem busca, uma diversidade de conteúdo de apoio, navegação personalizada e a possibilidade de compra sem digitar os dados para pagamento, dispensando a necessidade de lançamento intensivo de informações.
Todo o discurso do executivo estava centrado, entre outras coisas, em apresentar as atualizações promovidas na plataforma de middleware ION, que eles mesmos chamam de próxima geração de middleware, por tornar o ambiente de TI mais leve e, também, demandar menos competências técnicas durante a implantação. A plataforma tem permitido à Infor não apenas socializar sua suíte, como mobilizá-la, entregando, no momento, o que seria a melhor experiência para o usuário.
Como explicou Charles Phillips, CEO da Infor, o ION hoje consegue fazer o diálogo entre aplicações Infor, de concorrentes e “entregar o que o negócio precisa”. A plataforma conta com XML padrão, fluxo de processos, BI, cloud e mobilidade.
*O jornalista viajou à Denver (EUA) a convite da Infor
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