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O setor financeiro mudou o perfil do uso de tecnologia nos últimos anos. Mesmo assim, bancos e demais empresas do setor continuam a ser grandes usuárias de TI. De acordo com dados divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), foram investidos R$ 18 bilhões em 2011, com crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
Dentre as despesas e investimentos em TI, o maior destaque é para o software de terceiros que passou de R$ 2,7 bilhões em 2010 para R$ 3,7 bilhões em 2011. Os softwares feitos internamente saltaram de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão no mesmo período. Hardware (com R$ 4,6 bi) e telecom (com R$ 3,6 bi) tiveram ligeira queda. Em 2010, os gastos com esses itens foram de R$ R$ 4,9 bi e R$ 3,8 bi, respectivamente.
“O hardware ainda é o principal investimento, mas o crescimento da terceirização e do desenvolvimento de software mostra como a TI está mudando”, aponta o diretor de Tecnologia da Febraban, Luis Antonio Rodrigues. Para ele, o futuro papel do CIO em empresas do setor será o de organizar os fornecedores. “Será mais complexo porque o leque de empresas prestadoras de serviço será maior. Isso exigirá um novo papel de controle e gerenciamento dos executivos”, completa.
Internet banking e mobilidade
O uso da Internet para operações bancárias já é responsável por 25% das transações, segundo a Febraban. O aumento sobre 2010 foi de 20%. O total de transações bancárias no ano passado foi cerca de de R$ 66, sendo R$ 15,7 bilhões com internet banking.
Para a entidade, o aumento não chega a surpreender porque está ligado ao crescimento do uso de celulares, smartphones e tablets pelos clientes. “Eles vêem comodidade nisso e todos os bancos estão preocupados em como oferecer novas ofertas que aumentem a experiência do usuário”, comenta Rodrigues.
O investimento em segurança, campanhas educacionais e o aumento da renda da população combinada com a queda do preço da conectividade também ajudaram a influenciar a preferência pelo canal digital.
Se mantido o crescimento apresentado pelos números da Febraban, o maior desafio tecnológico dos bancos nos próximos anos é entender melhor o cliente para oferecer a oferta exata na hora e canal preferido.
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