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Vitor Cavalcanti Vitor Cavalcanti
Inteligência competitiva | 15 de agosto de 2012

Junção de analytics e in-memory deve ajudar CIO com Big Data

Em passagem pelo Brasil, fundador do SAS Institute, Jim Googdnight, frisa que nova abordagem reduz de oito horas para 15 minutos o processamentos de 200 trilhões de cálculos

O termo Big Data tem integrado muitas discussões no mundo da tecnologia, ainda que ele não seja unanimidade na indústria e muitos especialistas defendam que não há nada de novo, apenas um nome para uma roupagem diferenciada. O fato é que as empresas estão cada vez mais atentas à necessidade de trabalhar os dados da melhor forma possível e, como resultado, ampliar ganhos com produtos existentes ou mesmo criar novas fontes de faturamento. Mas lidar com isso requer uma abordagem ampla e que, de preferência, reduza, e muito, o tempo de trabalho dessas informações e é nesse sentido que o SAS Institute, companhia especializada em business analytics, pretende trabalhar daqui em diante.

Para promover essa nova abordagem, nesta terça-feira (14/08), por exemplo, estiveram no Brasil o CEO e fundador da empresa Jim Goodnight, o VP e diretor de marketing, Jim Davis, e Carl Ferrel, vice-presidente executivo da fabricante para Américas. O principal intuito era falar sobre o high performance analytics (HPA), uma arquitetura que faz com que vários processadores trabalhem de forma paralela e, assim, reduzam o tempo de análise.

Davis é enfático ao frisar que “é in-memory, mas não o banco de dados em memória”, como alguns fabricantes têm. Para ele, o conceito usado por diversas companhias que apostam no processamento em memória está muito vinculado à extração de dados do SQL, o que, na visão dele, não funciona para soluções de analytics. “Essa abordagem suporta apenas BI e não pode desempenhar bem em analytics. Temos uma tecnologia nova, para uso em previsão, otimização de mercado. Essa nova plataforma não é exatamente Big Data, mas muda a forma de fazer negócio”, avalia o VP. E se realmente entregar tudo isso, ou seja, essa transformação no ambiente de negócio, é o tipo de solução que resolverá muitos dos problemas de CIOs de verticais como varejo e utilities.

O CEO do SAS vai mais além e traz um exemplo prático do que a tecnologia pode oferecer aos clientes. Ele lembra que um banco em Singapura tinha a missão de executar 200 trilhões de cálculos da forma mais rápida possível. Essa tarefa foi levada para os laboratórios do SAS e eles chegaram a uma forma de colocar vários processadores trabalhando em paralelo para acelerar o processo de análise. Com um Sandy Bridge, da Intel, em mãos, Goodnight lembrou que cada chip pode processar até dois bilhões de transações por segundo e apenas colocando vários deles para trabalhar paralelamente era possível atender à demanda. O resultado é que o processamento dos trilhões de cálculos caiu de oito horas para 15 minutos.

Trata-se de uma mudança de visão quando se compara à estratégia da SAP, por exemplo. Em vez de um appliance próprio, os executivos disseram que a arquitetura desenvolvida pode rodar em hardware HP, Dell, Oracle, IBM, Teradata e EMC. “Com HPA, queremos que a empresa acesse e manipule os dados em tempo real, de maneira diferente, sem a necessidade de amostragem”, complementa Márcio Dobal, presidente do SAS para o Cone Sul.

A questão é que com ou sem essa abordagem nova do SAS, os CIOs e seus pares são cada vez mais desafiados a darem inteligência às milhares de informações que trafegam pelas redes corporativas ou que estão armazenadas nos bancos de dados. E em tempos de crises ou contingência de orçamento, essa exigência não muda. Nos Estados Unidos, tem-se, inclusive, assistido a um movimento onde, mesmo com a meta de reduzir custos, muitos executivos de TI estão priorizando os investimentos em analytics, até como forma de diferenciar a empresa de alguma maneira nesse momento de turbulência.

No Brasil, Dobal entende que o mercado não está no mesmo nível de maturidade, mas o executivo entende que, em alguns setores e em algumas localidades, já existe uma consciência parecida em relação à importância de se apostar nesse tipo de solução. Ainda assim, as perspectivas com o País são boas. A companhia deve crescer dois dígitos, com velocidade inferior à assistida em 2011, e o dinheiro deve vir de setores onde a informação é instrumento de trabalho essencial, como utilities, finaças e telecomunicações.

 

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