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Resolvi discutir este assunto, que foi tema de importante revista de circulação nacional, publicada nesta semana. A publicação faz um resumo indicando uma tendência de menor autonomia e maior especialização para os CIOs, como indícios de transformação do perfil para este profissional. Acredito que isto é em parte verdade e depende de outros fatores que se utilizem para a análise e certamente não conseguirei, em poucas linhas, extinguir um assunto tão amplo.O papel da TI Em primeiro lugar, entendo que o papel da TI pode ser diferente, dependendo do segmento da empresa (ou do grupo de empresas) e do estágio em que esta empresa se encontra, podendo a TI criar vantagem competitiva ou não. O valor que a TI tem para um escritório de advocacia não pode ser comparado com o que pode ser realizado pela TI para um banco, que também será diferente do papel para uma empresa de Logística. Se temos papéis diferentes que a TI pode desempenhar, certamente temos CIOs com importâncias diferentes, que podem atuar de forma alterar a base de competição da empresa ou realizar o papel de suporte, em outro extremo. Sendo que ambos contribuem para o negócio.A transformação do CIO Para apontar caminhos em que os negócios tirem vantagens máximas de tecnologia e crie pilares sustentáveis que alinhem custos e capacidade de competição, o CIO precisa sair da esfera técnica e isto não é novo. O profissional precisa acumular as competências de tecnologia, com a capacidade de utilizá-las a favor do negócio, observando a estratégia da empresa e ainda mesclar a visão de encantar os clientes corporativos (internos). Não é um papel fácil e aponta para um CIO mais conhecedor de negócios do que de Tecnologia pura.Ainda encontramos algumas áreas de tecnologia agindo de forma reativa e fechando-se em seus assuntos tecnológicos. As conseqüências que observamos no mercado é que em geral, esta situação não dura muito tempo. Ou a TI se remodela ou a empresa o faz.O coadjuvante Por fim, a reportagem encerra o texto com uma frase indicando que os CIOs, precisam habituar-se ao papel de coadjuvante. Sinceramente eu creio que esta descrição se encaixa muito bem. Para uma empresa de Tecnologia (Microsoft, Google, etc.) o principal executivo de TI é o próprio CEO. Nas empresas de outros segmentos o papel do CIO é mesmo de coadjuvante e isto não é demérito. O CIO pode até ser ousado, inovador, proporcionar novos modelos de negócios, com o uso da Tecnologia, mas ainda assim ele será um colaborador.Se você quiser discutir o tema ou enviar sugestões use:pedronevesjr@yahoo.com twitter: pedronevesjr
Pedro Paulo Neves é CIO da holding do Grupo Coimex e escreverá sobre a relação da TI com o negócio e seus processos. Com 21 anos de carreira, sempre na área de TI, registra passagens por empresas no segmento de indústria naval, previdência privada e consultoria de TI. É pós-graduado pelo CEFET/RJ, mestrando pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em Engenharia da Computação, e cursa um MBA Executivo pela Brazilian Business School.
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