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Muito se falou sobre a importância da Governança Corporativa, Controles Internos, Gestão de Negócios, e principalmente tornou-se um tema dominante nos negócios por ocasião da safra de escândalos corporativos ocorridos nos meados de 2002 – Enron, Worldcom e Tyco nos Estados Unidos da América e sem contar em 2008 com o Société Generale na França, em 2009 na Índia empresa indiana de outsourcing em TI – Satyam, em 2010 em bancos como o PanAmericano e outras empresas brasileiras.
Portanto, iniciou-se no mundo corporativo a apresentação de alguns frameworks para associar as governanças corporativas e de TI. Fazemos aqui um questionamento: por que os profissionais não olham com maior foco a Governança de TI como ferramenta de gestão e não somente como desenvolvimento de projetos?
Dentro deste foco tentamos buscar um novo modo de interpretar e evidenciar que Governança de TI é uma ferramenta de gestão que pode oferecer instrumentos na tomada de decisão. A Governança de TI demonstra a necessidade dos profissionais de Tecnologia da Informação, profissionais de Controladoria e de Controles Internos e/ou Compliance em buscar seu entendimento e assim possibilitar uma maior efetividade operacional.
Tal afirmação nos motiva a identificar as necessidades destes profissionais, pois Governança de TI tem muito mais informações que somente tecnologia da informação pode fornecer e podemos aqui citar como exemplos clássicos os controles de custos, avaliação de riscos, mapeamentos e acompanhamento de processos, afinal estes procedimentos bem estruturados, podem evidenciar possibilidades de mudança e até mesmo suspensão do projeto.
E como o tratamento das informações tem evoluído muito nestes últimos anos, acreditamos que muito ainda pode ser feito ou até mesmo mudado para que esta ferramenta de gestão se torne mais compreensiva e tempestiva. O objetivo consiste em analisar, criticar e fornecer possíveis ajustes a serem apresentados com o propósito de evidenciar que a Gestão de TI, não pode ser tratada como custo ou como um instrumento de processamento ou armazenamento de dados, mas sim como investimento.
Contudo, o conhecimento técnico do profissional de TI aliado ao conhecimento de controle contábil e de custos do profissional de controladoria passa a ser sem sombra de dúvidas um conjunto de serviços que poderão tornar a gestão de TI muito mais eficiente e com melhores resultados, e sempre que possível sob a supervisão de controles internos e compliance, no que tange a conformidade com leis, regulamentos, segurança da informação entre outras necessidades.
Por Marcos Assi, CRISC, autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” (Saint Paul Editora). Consultor de Riscos Financeiros e Compliance da Daryus Consultoria.
Mestre pela PUC, bacharel em Ciências Contábeis pela FMU e com pós-graduação em Auditoria Interna e Pericia pela Fecap, Marcos Assi é também auditor, contador e controller. Entre outras atribuições, é diretor e líder da divisão de Governança Corporativa, Riscos Financeiros e Compliance da Daryus Consultoria e Treinamento e coordenador e professor do curso de MBA em Controles Internos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, além de autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional
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