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Com satisfação vejo muitos trabalhando em projetos de governança de TI, o que é excelente, pois precisamos realmente buscar uma forma organizada de manter e governar os processos em uma sociedade tão dependente da tecnologia.Não raro estes projetos desenvolvem-se num cenário de grande esforço, com prazos exíguos, baixo envolvimento da comunidade, poucos recursos e o que é pior sem uma metodologia adequada, tudo para atingir o “livro da lei”, centenas de descrições, páginas e atribuições que depois de algum tempo correm o risco de ficarem esquecidos ou serem apenas cumpridos quando de uma exigência formal.É preciso trabalho contínuo para que o que está escrito realmente aconteça e mais, depois de algum tempo passe a ser algo natural e não de esforço “insuportável” de executar inúmeras normas e passos, enfadonhos, onde muitos se perguntam aonde isto nos leva ou ainda a percepção de ser mera burocracia.Neste sentido sustento ser a governança de TI um processo de aprendizado contínuo, eterna vigilância e constante atualização, dada a mutação dos ambientes culturais, de negócio e tecnologias. Ilustro com o exemplo da consumerização – uso de equipamentos e serviços de tecnologia pertencentes a funcionários no ambiente de trabalho – que imprime desafios de criar novos mecanismos de governança, preocupando-nos até mesmo com o fato da retenção de talentos que por muitas vezes não se adequam a restrições de uso. Sem citar, as questões de cloud, SaaS e tantas outras que aqui estão e ainda há de surgir.Finalizando e simplificando os processos de governança sejam eles quais forem, efetivamente carecem do conceito simples do PDCA e quem de nós, pensar que a implementação de um framework de governança é suficiente e já pode descansar me desculpe mas o trabalho só está começando. Biagio Caetano www.biagiocaetano.com.br
Biagio Caetano Filomena ocupa o posto de gestor de tecnologia da informação das Empresas Taurus e integra o Grupo de CIOs do Rio Grande do Sul. Com mais de 18 anos de experiência em TI, ocupou cargos de liderança em companhias como Yara Brazil, Klabin e Claro Digital. O executivo registra no currículo um MBA pela University of California, Irvine e outro pela Fundação Getulio Vargas. Atualmente cursa Mestrado Acadêmico em Gestão Estratégica na PUC-RS.
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