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Notebooks, smartphones, tablets e hotspots

23 de março de 2011 10:43

 O número de conexões Internet por pessoa está crescendo de forma muito rápida, o que deve deixar as operadoras de telefonia celular muito satisfeitas. Não é difícil encontrar executivos que carregam dois celulares, um da empresa e outro para uso pessoal. O notebook sempre anda acompanhado de um token 3G para conexão à Internet e, recentemente, os tablets passaram a fazer parte do kit de gadgets de um profissional conectado em tecnologia. Ou seja, quatro conexões para uma única pessoa. A verdade é que dificilmente uma pessoa precisa de todas essas conexões simultaneamente. E é neste sentido que os softwares de compartilhamento de conexões se mostram úteis. A partir de um smartphone, instala-se um software de compartilhamento de acesso a rede e uma rede WiFi pessoal é disponibilizada para o acesso a partir dos outros aparelhos (Notebook, tablet, celular). Em poucas palavras, com seu celular você disponibiliza um hotspot para seus equipamentos e para quem está próximo.Do ponto de vista do usuário a solução é bastante atrativa, pois minimiza a necessidade de diversos planos de comunicação, diminuindo o seu custo mensal. Agora, evidentemente, do ponto de vista da operadora significa perda de receita. Neste sentido, algumas operadoras já proíbem o uso desta técnica.Outra questão importante diz respeito à segurança corporativa. A partir do momento que os usuários podem configurar suas próprias redes privadas no ambiente corporativo, incluindo sistemas de criptografia para assegurar a confidencialidade da comunicação, existe a preocupação sobre quais informações estão sendo transmitidas e armazenadas entre os equipamentos. A preocupação reside em como assegurar que a política de segurança da empresa seja cumprida e quais mecanismos devem ser utilizados para a sua monitoração.É bom destacar que o problema não é novo. Já foi abordada neste blog há tempos a questão das vulnerabilidades dos notebooks e estações de trabalho corporativos devido à possibilidade de conectar tokens USB de conexão de celular e a possibilidade de conectar a redes WiFi disponíveis. O ponto agora é o aumento da abrangência do problema e a disseminação de informações corporativas por diversos equipamentos, e que nem sempre estão sob a gestão das políticas de segurança da empresa.Quando penso na quantidade de pontos de possível vazamento de dados sigilosos, confesso que sinto saudades da época onde a única preocupação era manter o único firewall da companhia bem configurado.Mande seu comentário, como você está vendo esta questão dos gadgets pessoais x segurança corporativa.Frank MeylanMarço/2011

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  • Lorran

    Acredito que isso se deve um pouco a cultura da chamada “geração Y”, que busca estar sempre conectado o tempo inteiro.
    E afirmo isso pois faço parte também desta cultura, e trabalho também na área de TI, e mesmo com os filtros, firewall e etc da empresa, sempre tem-se um jeitinho ou uma conexão pessoal para estar conectado.

Sobre Frank Meylan

Sócio da consultoria KPMG, Frank Meylan é doutor e mestre em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em Ciência da Computação pelo Instituto de Matemática e Estatística da mesma universidade. O executivo possui, ainda, a certificação GIAC Certified Firewall Analysis.

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