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Operadoras: Consolidação impossível

12 de maio de 2010 00:43

A oferta da Telefonica pela participação da Portugal Telecom na Vivo reacende a especulação da consolidação das operadoras no Brasil. Uma novela que não tem data para terminar. O mercado já esperava algum movimento da Telefonica, principalmente depois do anúncio dos Mexicanos na operação de consolidar as operações fixo e móvel na região em Janeiro desse ano. E sem esquecer, em Novembro de 2009 a Telefonica tentou comprar a GVT, mas que acabou sendo adquirida pela Francesa Vivendi. A grande questão no caso da Vivo é quanto a Portugal Telecom. Por que ela venderia metade da sua participação na maior operadora do Brasil, um país com a economia com boas perspectivas, e cujos resultados contribuem significativamente para operação como um todo? Acredito que a PT só iria aceitar uma oferta da Telefonica quando tiver algum outro negócio “casado”, e de preferência no Brasil. Já escrevi diversos artigos, Blogs e tweets sobre consolidação e possíveis cenários. Com a oferta da Telefonica, diversos cenários possíveis já sendo reportados nas notícias. Sendo assim, pensei em criar alguns cenários que NÃO irão ocorrer. Dar uma viajada geral mesmo. Se não quiser perder tempo, aviso: Pare de ler por aqui. Decolando: O início da viagem…

  • Portugal Telecom aceita uma oferta da Telefonica para vender a participação na Vivo e adquire o controle da TIM Brasil (lembrando: a Telecom Italia está bastante endividada e deve estar receptiva a venda dos ativos na Argentina e Brasil por um preço justo). Além disso, a PT condiciona essa venda da participação na Vivo com a saída da Telefonica como acionista da Portugal Telecom.
  • Os Portugueses fazem esse movimento coordenando a aquisição na TIM Brasil. Com que dinheiro? Com ajuda dos Franceses da Vivendi em secreto. Num momento seguinte, estariam unindo a TIM Brasil (+Intelig) com a GVT, configurando um player bem interessante de fixo+móvel+mídia no Brasil.
  • A competição ficaria configurada entre 4 grupos de oferta de serviços de comunicação: Os Mexicanos da Embratel+Claro(+Net?), os Espanhóis da Telefonica+Vivo, os Franceses com Portugueses na GVT+TIM Brasil(+Intelig) e os “Brasileiros” na Oi

Rotas alternativas:

  • Telefonica decide vender a sua participação na Vivo para adquirir o controle da TIM Brasil. A pergunta seguinte é: Mas quem iria adquirir? A PT tem esse fôlego financeiro? Acredito que não, mas da mesma forma que descrevi acima, poderia já casar a compra dos 50% com a venda dos mesmos para os Franceses da Vivendi, que no momento seguinte consolidaria com as operações da GVT.
  • Portugal Telecom vende a participação, deixando a Telefonica livre para a consolidação das operações fixa e móvel. Em paralelo a PT adquire participação na Oi, que tem uma situação financeira desfavorável no momento. 
  • Portugal Telecom continua na Vivo e a Telefonica faz o movimento de consolidação Telefonica+Vivo mesmo assim.

Aterrissando: Delírio final 

  • Nesse cenário de competição mais acirrada, aumenta a dificuldade da Oi em sanar suas dívidas. Numa operação de capital intensivo, os problemas de caixa afetam a qualidade e consequente perda de clientes, levando a operadora para cenário bastante negativo. Com isso, reforça a possibilidade da junção da Oi + Telebrás, estruturada para fornecer serviços para os órgãos públicos e viabilizar a capilaridade necessária para o Plano Nacional da Banda Larga.

Bom, devaneios a parte, quem estiver com uma graninha sobrando, Moçambique - onde se fala Português – está tentando atrair uma terceira operadora. Tem um leilão de novas faixas de frequência em breve. Se estiver interessado, me contate!  É. Acho que é esse papo de cloud computing está me deixando com a cabeça nas nuvens. Devo estar precisando de umas aulas com Dunga. Esse sim mantém a cabeça no lugar, não?!   Já estou vendo minha caixa de e-mails lotada de novo J  

Sobre Luís Minoru Shibata

Luís Minoru Shibata é diretor de consultoria da PromonLogicalis. Antes, o executivo atuou como diretor executivo e membro do board da Ipsos no Brasil e foi managing director para a América Latina do Yankee Group, onde trabalhou por 7 anos. Este é um blog pessoal e as opiniões aqui descritas não são necessariamente a visão da PromonLogicalis. Se você quiser um contato profissional com a PromonLogicalis, escreva para: luis.minoru@br.promonlogicalis.com.

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