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Por que os santos de casa não fazem os milagres?

25 de janeiro de 2012 19:15

Olá, feliz ano novo, de novo!

Aqui estamos nós para falar de
carreira em TI mais uma vez.  No final do
ano passado, como todo o ano, tivemos a temporada  de avaliações de performance, potencial,
comportamento e todos aqueles processos que nas empresas fazem parte do ritual
da passagem de ano. Desta vez, contando com apoio de mais tecnologia, pudemos
traçar perfis não somente dos profissionais mas também, das áreas e
departamentos de maneira consolidada.

Após realizar em quase uma
centena de empresas, pude observar uma tendência forte nas áreas de tecnologia
da informação: Ao considerar os quatro perfis de liderança clássicos (Executor,
Planejador, Comunicador e Analista) a esmagadora maioria dos profissionais era
de executores, seguido de perto pelos comunicadores. Qual o perfil que não
existia?

Planejadores.

Em noventa e quatro empresas
avaliadas, o índice de pessoas cujo perfil planejador era o dominante era
significativamente baixo. Não obstante, as mesmas empresas tinham severos
problemas de alinhamento, entrega de projetos e visibilidade de gestão. Somando
dois mais dois ficou evidente que o processo de avaliação e promoção dos
profissionais apresenta vícios que são a causa raiz do problema.

Começando do início, quem são os
profissionais que são contratados para a área de tecnologia? Aqueles que têm
afinidade com ferramentas, com linguagens, pensamento sistêmico e sobretudo que
são focados no resultado e no atendimento ao cliente.

Depois que estão trabalhando como
especialistas, programadores, configuradores, suporte e etc, quem são aqueles
que mais se destacam? Os que têm maior produtividade, ou seja os que fazem mais
em menos tempo e com menos erros.

Decididamente, os que melhor
fazem este tipo de coisa não são as pessoas que tem como característica mais
evidente a capacidade de planenajemento e análise. Olhando isto da perspectiva
macro fica mais fácil de compreender o apagão de planejamento nas camadas de
gestão das empresas de tecnologia. As competências analíticas que demandam mais
tempo quando estão em desenvolvimento nas pessoas são menos consideradas como elementos
de valoração e promoção de pessoal. Então qual a solução?

As empresas de tecnologia ou as
áreas de tecnologia das empresas em geral devem o quanto antes, desenhar
trilhas de carreiras distintas para profissionais com perfil executor (programadores,
analistas, configuradores) e para profissionais com perfil analítico
(arquitetos, gerentes de projeto, gerentes de mudança, etc.).

A visão de gestão não é
decorrente somente da experiência do indivíduo, mas pode e deve ser
desenvolvida desde os primeiros momentos da carreira. Profissionais de TI
preparem-se para o desafio da gestão pois o momento vai chegar e se não
estivermos prontos, as empresas não estarão.

Para saber mais sobre carreira,
acesse http://minhacarreir.ning.com

Sobre Edson Carli

Edson Carli é economista, empresário e possui 30 anos de carreira, tendo passado por todos os níveis de trabalho na área de tecnologia, começando como auxiliar de operação e chegando a CIO. Em sua carreira de executivo, dirigiu importantes empresas do setor como IBM, KPMG e Neoris do Brasil. Há sete anos criou com outros sócios a GDT Brasil - Gestão de Talentos, empresa especializada em gestão de pessoas, onde responde pela diretoria de consultoria. Edson é autor do livro Autogestão de Carreira,

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