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Razões para acreditar na Nokia em 2012

22 de fevereiro de 2012 14:20

Recentemente tive o prazer de participar de uma apresentação para analistas de mercado sobre as estratégia da Nokia para o mercado brasileiro feita pelo Chris Weber, Presidente da Nokia Américas, e Almir Narcízo, Presidente da Nokia Brasil.

Porque saí da reunião mais otimista com relação ao futuro da empresa?

- Parceria com Microsoft: é realmente uma parceria estratégica. São poucos os exemplos de parcerias onde ambas as empresas precisam tanto de bons resultados. Nokia e Microsoft parecem estar muito alinhadas e dispostas a investir pesado neste novo ecossistema para ganhar epaço no lucrativo mercado de smartphones “high-end”.

- Mercados Emergentes: o Brasil é o terceiro mercado mais importante para a empresa (atrás de China e Índia), e os investimentos têm sido altos principalmente na fábrica e centro de P&D (Nokia Institute of Technology) em Manaus.

- Apetite agressivo para conectar o próximo bilhão de usuários móveis à internet em mercados em desenvolvimento. Veremos smartphones com preços altamente competitivos sendo lançados ao longo de 2012, tentativa clara da empresa de disputar fortemente em vários subsegmentos do mercado brasileiro de smartphones.

– Maior autonomia para gestores no Brasil: maior responsabilidade e autonomia para o Presidente da Nokia Brasil significa maior agilidade e rapidez de “time-to-market”.

- Maximização de receita na base instalada: empresa focará em diferenciais em termos de soluções de geolocalização e lojas de aplicativos para aumentar, monetizar sua enorme base instalada (principalmente Symbian).

Mas calma, não podemos ser tão otimistas (e ingênuos). Quais as maiores ameças para a Nokia este ano?

- Os investimentos em um ecosistema de desenvolvedores de aplicativos para smartphones podem ser altamente arriscados, principalmente devido à alta taxa de adoção das plataformas Android e iOS no mercado. Resta saber o quão atraente será o pacote do Windows Mobile para esse público.

- Empresa precisa trabalhar sua marca no país. No cenário atual o consumidor precisa viver a experiência da marca, ter aquele “prazer” de comprar seu smartphone.

- Veremos uma Samsung ainda mais agressiva em 2012 e uma Apple com o Brasil no topo de suas prioridades globais.

Sobre Fernando Belfort

Fernando Belfort é analista de mercado sênior da Frost & Sullivan para o mercado de TI na América Latina. Na companhia desde 2007, é responsável por estudos e projetos de consultoria na área de tecnologia da informação realizando análises tecnológicas e de mercado que auxiliam as tomadas de decisões e o planejamento estratégico das principais prestadoras de serviço e provedores de software e hardware. Neste blog, comenta os principais fatos envolvendo o setor de tecnologia.

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