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O Gartner Group divulgou dias atrás, como prévia do que será discutido em simpósios de gestão de TI pelo mundo, o que ele considera as 10 principais forças que mais vão impactar o futuro do mercado de terceirização e serviços de TI. São elas: 1 – Hiperdigitalização;2 – Globalização das estratégias de TI;3 – Consumerization (o consumidor “dando as cartas”, cada vez mais);4 – Cloud Computing;5 – Tecnologia de inteligência (TI impulsionando negócios);6 – Fragmentação (reutilização de componentes via internet);7 – Hipercompetição (maior disponibilidade de mercado para os consumidores de TI);8 – Valor agregado (fator decisivo na escolha da oferta de produtos e serviços de TI);9 – Hiperverticalização (especializações profundas em verticais de negócios). E a 10ª força? Bem, deixei-a fora da relação acima por entender que trata-se de uma tendência que impacta direta ou indiretamente as demais: “Segurança e Privacidade”. Assim como no mundo real, o mundo virtual irá se deparar cada vez mais com a briga de gato e rato entre polícia e ladrão. Nesse caso, práticas/softwares de segurança e os “contraventores virtuais”. Toda preocupação existente com a segurança física será transferida para a internet e será um tema recorrente (eterno, provavelmente) em qualquer discussão estratégica que envolva TI. Atualmente, vivemos num momento de transição entre modelos privados de TI para centros compartilhados e/ou estratégias de Cloud Computing. Nesse processo, os principais questionamentos dos CIOs são: minhas informações ficarão seguras? O fornecedor é confiável? Existe algum vínculo do fornecedor com algum forte concorrente de minha empresa? Percebe-se que, por trás de cada pergunta, a preocupação com a segurança é latente. Num momento tão delicado, algumas reflexões devem ser feitas. Considero os pontos abaixo como “reflexões fundamentais” dentro de processo inevitável de evolução:1 – Constituição de um “casamento” A relação com o fornecedor de serviços e/ou produtos de TI deve ser encarada como um casamento. A estratégia de consolidação desse casamento deve passar pela fase do flerte (entendimento da robustez do fornecedor em comparação com outros), namoro (projeto piloto voltado para um serviço e/ou produto específico, com posterior avaliação), noivado (aumento de serviços e/ou produtos contratados, com posterior avaliação) e, por fim, casamento (estabelecimento de estratégias conjuntas de TI). Mas, lembre-se: nem todo casamento é bem sucedido eternamente! Procure estabelecer um plano “B” (divisão de portfólio com outro(s) fornecedor(es) e estabelecer cláusulas contratuais que permitam um “divórcio” sem comprometimento de seus negócios).2 – Monitoramento e Controle O estabelecimento de políticas de verificação de segurança e controle deve tornar-se prática básica para qualquer área de TI em relação aos serviços terceirizados. Como saber se o ambiente contratado realmente é seguro? Estabelecer contratualmente auditorias periódicas através de cláusulas rígidas pode e deve ser um caminho pra tal.3 – Aquisição Após a consolidação do item 1 acima, considerando que a dependência tecnológica da empresa contratante seja grande, por que não pensar em participar (parcial ou totalmente) do capital do fornecedor? Afinal, outsourcing de TI trata-se de um negócio em constante desenvolvimento e que provavelmente terá vida longa. Como se vê, o termo “Segurança Patrimonial” não será mais o mesmo…
Consultor independente de TI, Luis Guilherme dos Santos é graduado em tecnologia em processamento de dados e possui MBA Executivo. Trabalhou também na Bonagura, Ábaco Consultoria, Marítima Seguros, CSN e prestou consultoria para diversas empresas.
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