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Eu faço muitas palestras sobre inovação. Depois de um tempo percebei que existe algumas perguntas básicas que são sempre feitos. Quero me compartilhar algumas destas perguntas, e as respostas….
• Muitos definem a inovação como alguma coisa que é melhor ou diferente. A única maneira de realmente entender a inovação é aprendendo a inovar. A inovação é, na verdade, um conceito muito mais complexo do que as pessoas geralmente imaginam. Entretanto, a inovação envolve tantas variáveis complexas, que a única forma de entender a inovação é aprendendo de fato a inovar. Infelizmente, muitas empresas no Brasil têm tomado o caminho mais fácil e utilizado, por conveniência, modelos de inovação extremamente deficientes. Por exemplo, as soluções pré-formatadas da “gestão da inovação”, que definitivamente não ajudam a empresa a aprender a inovar.
- Quando os sinais aparecem, é porque já é tarde demais. As empresas precisam inovar continuamente, uma vez que a falta de inovação é a única grande razão pela qual as empresas falham
- Está provado que a verdadeira inovação exige, quase sempre, novos modelos de negócio e não apenas produtos novos. Enquanto os produtos são fáceis de copiar, os modelos de negócios não são.
- Há muitas oportunidades para a inovação em qualquer parte do mundo, se você souber onde procurar as oportunidades. Ao invés de ver a inovação como uma tecnologia ou um produto, é preciso entendê-la como uma necessidade não atendida. Para começar a capturar essas oportunidades de inovação, nós precisamos desviar o foco de nosso pensamento: em vez de ficar pensando só em produtos e tecnologias, devemos nos preocupar em compreender as questões importantes e não resolvidas, que estão acontecendo na vida das pessoas. Metodologias do tipo “jobs-to-be-done” pode ser extremamente úteis nisto.
- O Brasil é um país em que é muito difícil inovar. Além de fatores como um ineficiente excesso de regulamentação, histórico de cultura paternalista, domínio de muitos setores por empresas estatais, impostos absurdos, e elevados níveis de intratável corrupção, os programas (como a Lei do Bem, Lei de Inovação etc) contribuem mais para sufocar a inovação do que para promovê-la. O faz com que os setores mais favoráveis à inovação são dominados pelas mesmas empresas de sempre. Embora sejam urgentemente necessárias para transformar o país, ajudando a resolver os problemas de pobreza e desigualdade social, a capacitação e a motivação para a inovação são ainda muito baixas no Brasil.
- O Brasil depende do mundo para o seu crescimento. Brasil ainda é, em grande parte, um exportador de “commodities” com um grande mercado interno protegido (muitos vezes informalmente). Como o mundo não apresenta atualmente um ambiente de crescimento estável, essa estabilidade no Brasil é relativamente artificial, como pode ser visto recentemente. Quando começou a recessão mundial, o Brasil atravessou um período de instabilidade que durou mais de 6 meses, mesmo que não houve instabilidade no brasil em se. Kip Garland é fundador da InnovationSEED – “learning to innovate”, empresa de Consultoria que ajuda companhias a desenvolver maneiras mais eficientes de inovação. Seu email é: kgarland@iseed.com.br
Kip Garland é fundador da innovationSEED®, consultoria de inovação. Ele é formado em Física e tornou-se um empreendedor e um renomado consultor global de inovação. Kip liderou a implementação do projeto de maior sucesso de inovação e transformação do atual contexto corporativo da América Latina: Brastemp/Whirlpool. Em função desse projeto, a empresa tornar-se uma das 100 companhias mais inovadoras do mundo segundo a Business Week e ter três casos escritos pela Harvard Business School.
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