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O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Distrital Leste, comemorou o Dia da Indústria nesta terça (29). Na ocasião, a Lorenzetti S/A foi homenageada por seu pioneirismo industrial e pela tradição na zona Leste, por ser uma das primeiras a se instalar na região, movimentando a economia local e gerando empregos para profissionais da localidade.
Berço da industrialização paulistana, o bairro da Mooca foi palco nesta terça, dia 29, de um encontro, na sede do Ciesp Leste, entre empresários que discutiram “O Desafio da Competitividade” no Brasil. Segundo as conclusões, entre os maiores entraves estão: os impostos excessivos, as deficiências na infraestrutura logística do País, o custo alto das energias, a escassez de mão de obra qualificada e os problemas cambiais e conjunturais. As lições dos “tigres asiáticos” e o momento de reascensão econômica da China também foram temas de debates entre os industriais da zona Leste.
A grande homenageada da noite foi a Lorenzetti S/A, uma indústria 100% nacional, estabelecida na região desde 1923, uma das pioneiras em inovação e criatividade e que segundo Ricardo Martins, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Distrital Leste, “é um exemplo de sucesso a ser seguido pelos empreendedores”.
Com o auditório da entidade repleto, o empresário Claudio Lorenzetti, representando a criadora do famoso chuveiro elétrico, recebeu uma placa comemorativa ao Dia da Indústria. Na oportunidade, o diretor industrial ministrou a palestra sobre “A Indústria e os Novos Tempos”. Na conferência, o empresário contou a experiência, dos quase 90 anos de atuação no mercado e sobre como manter a competitividade e a liderança durante todo esse período. “É preciso se reinventar e inovar o tempo todo, ter um bom plano de negócio, persistência, know-how comercial, capacidade de produção e preço de venda competitivo”, explica.
A empresa tem uma área de desenvolvimento técnico como poucas no Brasil, por isso inovação é a palavra-chave dos negócios movidos pela Lorenzetti. Em 1923, começou suas atividades com a produção de parafusos especiais, passando por motores elétricos e bombas rotativas, inovou criando e patenteando o chuveiro elétrico, hoje copiado em todo o mundo. Mas não parou por aí, hoje fabrica purificadores de água, aquecedores elétricos, peças sanitárias, minilâmpadas florescentes e se prepara para lançar modelos com tecnologia LED. Mantém 20 mil clientes ativos e 3.400 funcionários contratados.
De acordo com Lorenzetti, a inovação faz com que o consumidor fidelize a marca. Para ele, a criatividade melhora a imagem da empresa, aumenta o nível das vendas, cria oportunidades, proporciona sustentabilidade empresarial e serve de barreira natural aos concorrentes. “É preciso estar atento e se antecipar com pesquisas de marketing para surpreender os consumidores”, aconselha. Profundo conhecedor do assunto, o industrial conta que a invenção do chuveiro elétrico, por seu pai, o engenheiro Lorenzo Lorenzetti, nasceu “da necessidade de tomar banho”. Antes só era possível lavar-se em banheiras, bacias ou com chuveiros de alavanca. “Meu pai inventou o chuveiro automático, que liga pela pressão da água e, com isso, conseguiu a patente internacional assinada pela rainha Elisabeth, da Inglaterra.”
Segundo Claudio Lorenzetti para enfrentar a concorrência na atualidade, a indústria precisa diferenciar-se por meio do tripé: processo, custo Brasil e consumidor. “Antigamente, o preço de venda era composto do custo de fabricação mais o percentual de lucro. Não havia competição”, relembra. “Hoje, o empresário tem que pensar em fazer um produto com custo baixo de produção, que ao mesmo tempo, atenda as necessidades do consumidor e consiga pagar os tributos, como também enfrentar o mercado internacional”, exemplifica. “Isso sem se esquecer de ser inovador, pró-ativo e não copiar ideias de produtos de fora, além de incentivar os profissionais nacionais, entre outras ações para criar uma indústria forte”, completa o diretor da Lorenzetti.
Momento Chinês
Recém-chegado da China, Ricardo Martins, diretor do Ciesp Leste, informa que o país oriental só está retomando a posição de potência que já foi sua, desde a época de Alexandre, o Grande, quando era conhecida como o “Reino do Meio”. “Temos uma visão ocidentalizada das coisas”, explica. “A China já detinha um imenso poderio econômico e bélico, quando Colombo descobriu a América. Ela não dependia do Ocidente, fabricava tudo dentro de suas fronteiras. Só sofreu derrocada quando os ingleses fizeram a guerra do Ópio para dominar a nação”, analisou.
Para ele, o Brasil deve reproduzir o modelo chinês de proteção de sua indústria, de competitividade e de aumento da renda per capita de seus habitantes. “Temos que ter a obstinação do chinês. A China acredita em hierarquia, disciplina e meritocracia. Está empenhada na sua industrialização. Aprendeu que fabricar com mão de obra barata reduz custos e traz prosperidade ao País. Seu governo investe fortemente em educação para melhorar a vida dos mais novos que vivem lá. Não há nada de inédito em ver os países asiáticos prosperando”, relembra.
Martins revela que das 300 mil estrangeiras que estão investindo em solo chinês, as brasileiras não passam de 50. Ele recomenda a quem quiser fazer negócios com a China, nos próximos cinco anos, que preste atenção em seu Plano Quinquenal. “O governo chinês está interessado em produtos de alta tecnologia, bioenergia e energia limpa. Ele finaliza: “O chinês vem aí. O governo brasileiro precisa defender a indústria nacional.”
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CIESP DISTRITAL LESTE (www.ciespleste.com.br)
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo é uma sociedade civil de direito privado que visa dar suporte aos empresários paulistas e representá-los junto à sociedade e ao governo brasileiro.
Desde sua fundação, em 1928, tem colaborado para a expansão e modernização da economia nacional, por meio de participação política, representatividade, inserção comunitária e prestação de serviços. Atualmente está distribuído no Estado de São Paulo, em 39 Diretorias Regionais, quatro Diretorias Distritais na Capital (zonas Norte, Sul, Leste e Oeste) e uma Central, totalizando 43 unidades. Congrega 9 mil empresas associadas em todo o Estado.
O empresário associado usufrui de representação garantida junto a todas as esferas do governo brasileiro, e dos serviços que a entidade oferece, como emissão de certificados de origem para exportação, assessoria técnica, jurídica e econômica, linhas de crédito facilitado e participação em cursos e palestras.
O CIESP Leste é organizado em Núcleos de Trabalho que cuidam das áreas de: Capacitação e Serviços, Jovens Empreendedores, Jurídico; Integração ao Sistema S – Sesi, Senai e Sebrae; Meio Ambiente, Responsabilidade Social, Comércio Exterior, Infraestrutura e Logística.
Maio 2012 – Jornalista responsável: Márcia Brandão (MTb 59.938)
Dorival Dourado, Boa Vista Serviços, leva o prêmio na categoria Estratégia de Informação
Jane Ricci, da Gafisa, leva o prêmio na categoria TI como Parceira do Negócio
Augusto Carelli, da PifPaf, leva o prêmio na categoria Infraestrutura
Paulo Rodrigues, do Makro, leva o prêmio na categoria Arquitetura e Novas Tecnologias